Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

Morte de João Melo chega ao tribunal

Está marcado para a próxima quarta-feira, no Tribunal do Marco de Canaveses o início da instrução do processo sobre o homicídio do inspector João Melo, da Polícia Judiciária (PJ) – abatido a metralhadora, em 25 de Janeiro de 2001, quando perseguia um grupo de assaltantes à mão arma que ficou conhecido como o ‘Gang dos Ferreiras’.
7 de Novembro de 2005 às 00:00
Um dos suspeitos do crime acusados pelo Ministério Público
Um dos suspeitos do crime acusados pelo Ministério Público FOTO: Estela Silva, Lusa
O Ministério Público acusa seis arguidos: José Augusto Ferreira e Paulo Cunha, pelos crimes de homicídio qualificado e homicídio na forma tentada – e António Augusto Ferreira, José Fernando Ferreira, José Maria Bessa e Carlos Alberto Gomes pelo co-autoria de um crime de homicídio na forma tentada. Estes cinco últimos arguidos são ainda acusados de um crime de homicídio qualificado ocorrido durante um assalto a uma carrinha de transporte de valores, em Lordelo.
O inspector João Melo foi assassinado ao final da tarde de 25 de Janeiro de 2001. Ele fazia parte de uma equipa da Secção Regional do Porto da Direcção Central de Combate ao Banditismo que perseguia o ‘Gang dos Ferreiras’ que, desde o ano anterior, assaltavam carrinhas de transporte de dinheiro.
A equipa da PJ surpreendeu os assaltantes, em Amarante, no parque de estacionamento de um hipermercado: o gang atacou uma carrinha e fugiu em dois carros a grande velocidade. Os assaltantes foram então perseguidos por três viaturas da Polícia Judiciária do Porto, onde seguiam os inspectores João Melo, Jorge Guiomar, Vítor Ferreira, António Sobreiro, Sandra Vicente, Branca Nabais e o inspector-chefe Júlio Santos, que comandava a operação – acompanhado da Inspectora Branca Nabais. A perseguição durou um quilómetro. Os perseguidores foram emboscados. O primeiro carro da PJ, conduzido por João Melo, foi travado a rajadas de metralhadora. Os polícias ficaram sob cerrado tiroteio. Os criminosos fugiram. Foram apanhados nas horas seguintes: excepto José Augusto Ferreira, preso em Espanha.
QUATRO ESTÃO EM LIBERDADE
Quatro dos acusados no homicídio do agente da PJ João Melo encontram-se em liberdade a aguardar, como o CM já noticiou, à espera de decisão do Supremo Tribunal de Justiça no âmbito de outro crime e os outros dois estão detidos à ordem de outros processos.
José Augusto Ferreira – a quem foi imputada a autoria material da morte de João Melo – encontra-se detido em Espanha a cumprir pena de 14 anos por tráfico de armas e droga em Vigo.
Paulo Jorge Cunha, José Fernando Ferreira e José Maria Brito Bessa foram libertados a 24 de Abril; Carlos Alberto Ferreira Gomes foi libertado há três dias da cadeia de Coimbra, após ter expirado o tempo limite de prisão preventiva de quatro anos e três meses. António Augusto Ferreira encontra-se detido na prisão de Paços de Ferreira, à ordem de outros processos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)