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Correio da Manhã

Portugal
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Morte de Marlon no Queimódromo do Porto sem indemnização

Pedido dos pais de Marlon dado como improcedente.
Manuel Jorge Bento 28 de Outubro de 2020 às 08:56
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto FOTO: Direitos Reservados
Os pais de Marlon Correia, o estudante de Desporto morto a tiro no Queimódromo do Porto, na madrugada de 4 de maio de 2013, ainda não podem recuperar do luto. Pediam uma indemnização de 220 mil euros numa ação contra a Federação Académica do Porto (FAP) e a empresa de segurança SPDE. O Tribunal Cível do Porto declarou agora o pedido improcedente. "Voltámos à estaca zero. Não se provou a morte do meu filho", lamentou ao CM Jacinto Correia, pai do jovem que perdeu a vida aos 24 anos. 

A decisão, tomada após várias audiências com diversas testemunhas, não dá como provado que a garantia de segurança e integridade física dos estudantes que vendiam ingressos para a Queima das Fitas cabia à FAP. Ao que o CM conseguiu apurar, também a indemnização pela perda do direito à vida acabou por ser rejeitada.

Os pais de Marlon consideram que a morte poderia ser evitada e que o jovem estava desprotegido no recinto, onde a segurança era efetuada por vigilantes desarmados. Naquela madrugada, quatro ladrões entraram no espaço e, na fuga para um dos contentores, o jovem foi baleado pelas costas.

PORMENORES
Defesa prepara recurso
Os pais de Marlon Correia não se conformam com a decisão do Tribunal Cível do Porto e vão recorrer para o Tribunal da Relação. Indicam também que o juiz não se pronunciou sobre a responsabilidade de segurança.

Contrato era verbal
Marlon Correia tinha um contrato verbal com a FAP para a venda dos bilhetes para a Queima das Fitas, no qual uma das cláusulas seria a obrigação de garantir a segurança e integridade física dos ‘vendedores’, razão pela qual foi até feito um acordo com uma seguradora.
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