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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

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Morte de Odair Moniz foi "excesso de legítima defesa". Agente apanha três anos e meio de pena suspensa

Juízes consideraram que ação do agente da PSP Bruno Pinto foi adequada, exceto no momento em que efetuou dois disparos contra cabo-verdiano em fuga pelas ruas da Cova da Moura.

16 de junho de 2026 às 01:30

A ação policial que terminou na morte a tiro de Odair Moniz foi considerada legítima, mas os dois disparos efetuados pelo agente Bruno Pinto foram classificados como excessivos. Apesar de ter sido considerado culpado de um homicídio com dolo, o polícia foi, esta segunda-feira, condenado a uma pena de três anos e meio, suspensa pelo mesmo período, por um crime cometido por excesso de legítima defesa. E poderá voltar ao serviço, uma vez que a medida de coação de suspensão de funções foi revogada - a decisão fica agora nas mãos da PSP e dos processos disciplinares em curso.

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