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Correio da Manhã

Portugal

Morte de preso revolta cadeia

A morte de um recluso no Estabelecimento Prisional do Linhó, ontem de madrugada, provocou a revolta da população prisional e está a originar movimentações que podem resultar em tentativas de motim.
17 de Janeiro de 2010 às 00:30
Recluso foi encontrado morto pelos guardas prisionais, mas não tinha marcas de violência
Recluso foi encontrado morto pelos guardas prisionais, mas não tinha marcas de violência FOTO: Tiago Sousa Dias

"O ambiente é de cortar à faca e a insatisfação é generalizada. Se não forem tomadas medidas, isto pode acabar mal", contou ontem ao CM fonte do corpo da guarda prisional.

O recluso tinha estado nove meses em regime de segurança, por ter sido apanhado com uma faca. Há três dias, regressou ao regime geral, com mais trinta quilos de peso. Ontem de manhã, os guardas foram dar com ele morto na cela. "Estava deitado na cama e não apresentava sinais de violência", diz a fonte. Mas os reclusos ficaram revoltados, devido à "falta de critério e controlo na forma como os castigos são aplicados".

Durante a hora de almoço chegaram a exaltar-se no refeitório, exigindo a presença da direcção e do chefe dos guardas. Os ânimos acalmaram, mas o clima de tensão mantém-se. A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais não comenta.

Anteontem à noite, também um recluso do Estabelecimento Prisional de Lisboa ficou ferido, quando um colchão da enfermaria se incendiou. As causas não foram apuradas. No local estiveram os Sapadores Bombeiros e a vítima teve mesmo de receber tratamento médico.

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