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Correio da Manhã

Portugal
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MORTE DE VITELO ABRE GUERRA POLÍTICA

A morte de um vitelo, à nascença, está a provocar uma autêntica guerra política no concelho de Terras de Bouro.
19 de Dezembro de 2003 às 00:00
A polémica instalou-se no início da passada semana, quando um agricultor da freguesia de Balança, solicitou a intervenção da veterinária municipal, devido a problemas no decorrer do parto de um vitelo, mas acabou por ver o seu pedido recusado.
A veterinária alegou que apesar de se encontrar ao serviço dos agricultores do concelho, como aliás vem mencionado no Boletim Municipal, as suas competências não abrangem serviços em explorações agrícolas particulares. Explicou ainda que as suas obrigações neste âmbito se limitam a intervenções na área da higiene e segurança alimentar, bem como a operações em feiras e locais onde se efectue o comércio de animais.
Mediante isto, o agricultor viu-se obrigado a recorrer aos serviços de um veterinário do concelho de Ponte da Barca, que só chegou ao local cerca de quatro horas depois, tendo encontrado o vitelo já sem vida.
O sucedido chegou ao conhecimento do deputado socialista e vereador, Ricardo Gonçalves, que defende agora que a autarquia deve pagar uma indemnização ao agricultor, já que, segundo afirma, o Boletim Municipal transmite “informação imprecisa”.
O presidente da Câmara, António Afonso, considera a polémica “ridícula” e argumenta que o deputado da oposição “está a utilizar a morte de animais para fins políticos, nomeadamente, para angariar votos”.
O caso tem sido também motivo de conversa entre os agricultores da região, que todos os anos, por altura das festividades de Santo António, levam os seus animais a benzer à região serrana de Mixões da Serra, precisamente para garantir a sua saúde e vida longa.
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