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Correio da Manhã

Portugal
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MORTE INFANTIL CADA VEZ MENOR

A agência das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulga hoje um relatório em que Portugal aparece como o quarto classificado no grupo dos dez países com maiores progressos na diminuição da mortalidade infantil, entre 1990 e 2002. A lista é liderada por Malta.
8 de Outubro de 2004 às 00:00
O índice de mortalidade infantil em Portugal caiu 7,6 por cento entre 1990 e 2002
O índice de mortalidade infantil em Portugal caiu 7,6 por cento entre 1990 e 2002 FOTO: d.r.
Com base numa taxa média anual de evolução da mortalidade infantil em cada país, Portugal aparece com índice de 7,6 por cento, abaixo de Malta (8,6), Malásia (8,0) e Egipto (7,8). Atrás de Portugal surgem Omã (7,0), Dinamarca e Noruega (ambos com 6,8), República Checa, Grécia e Líbia (todas com 6,6).
"A mortalidade infantil é influenciada pelo progresso geral do País, mas uma parte importante disso é também devida às melhorias nos serviços de saúde", considera o alto-comissário para a Saúde, Pereira Miguel. "O seguimento das grávidas, com exames periódicos, tem vindo a ser melhorado, assim como o diagnóstico pré-natal, as condições com que as mulheres têm o parto e também o acompanhamento das próprias crianças", enumerou o também director da Direcção-Geral de Saúde (DGS).
Indicador fundamental do progresso de um país, a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem antes de completar cinco anos por cada mil nados-vivos. O relatório da Unicef 'Progresso para as Crianças' tem como tema central o quarto Objectivo de Desenvolvimento para o Milénio - a redução em dois terços das taxas de mortalidade das crianças menores de cinco anos entre 1990 e 2015 - e utiliza os dados mais recentes para avaliar a situação de cada país.
No Relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas (também divulgado este ano) é referido que Portugal passou de uma taxa de mortalidade infantil de 53 (em cada mil nados-vivos) em 1970, para aproximadamente quatro em 2002. "É um caso de êxito do País e acredito que a tendência é para baixar ainda mais", afirma Pereira Miguel.
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