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Correio da Manhã

Portugal
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Morte suspeita

O médico legista Carlos Delmonte Printes, de 55 anos, testemunha-chave no inquérito que investiga o assassínio de Celso Daniel, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) assassinado em 2002, apareceu morto no seu escritório, em São Paulo, por suspeita de envenenamento.
14 de Outubro de 2005 às 00:00
Delmonte, que irritava profundamente o PT e o governo ao afirmar que a morte de Daniel tinha ocorrido após prolongada tortura, ia depor numa comissão de investigação do Congresso que apura também o suposto envolvimento no caso do chefe de gabinete de Lula, Gilberto de Carvalho.
Foi Delmonte quem realizou a autópsia a Celso Daniel, presidente da Câmara da cidade de Santo André, raptado e morto três dias depois. Daniel, segundo os irmãos, ia denunciar a existência na sua cidade de um ‘saco azul’0 de milhões, extorquidos sob ameaça de armas a empresários locais, os quais serviram para custear a campanha presidencial de Lula. Para os irmãos de Daniel, a tortura comprovada por Delmonte teria sido para obrigar o autarca a dizer o local onde escondia um dossiê que comprometeria lideranças do partido de Lula.
Após divulgar as torturas, Delmonte sofreu punições administrativas. Aliás, a investigação do crime foi arquivada e só foi reaberta no mês passado, por pressão da família de Daniel, depois de as denúncias de ‘saco azul’ no PT criarem condições políticas para isso.
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