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Correio da Manhã

Portugal
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Morte leva sete anos a ser julgada

Ricardo Pereira foi espancado e atirado vivo a uma pedreira.
Fátima Vilaça 9 de Novembro de 2015 às 08:01
Foi atirado, ainda com vida, de uma altura de 40 metros, na pedreira de Montariol
Foi atirado, ainda com vida, de uma altura de 40 metros, na pedreira de Montariol FOTO: José Rebelo
Foram precisos quase sete anos para a Justiça julgar os dois homens e uma mulher acusados da morte brutal de um empresário de 28 anos, em Braga. O julgamento começa esta manhã, depois de vários adiamentos. Ricardo Pereira foi espancado violentamente e lançado, ainda com vida, atado a uma palete de madeira, a uma pedreira abandonada, na zona de Montariol, em Braga. A companheira e o filho pedem uma indemnização de 2,5 milhões de euros.

Carina Louro, 36 anos, Filipe Fernandes, 29, e Pedro Mendes, de 26, estão acusados dos crimes de roubo, homicídio qualificado e incêndio. Carina, que tinha sido namorada de Ricardo, é acusada de, com os dois cúmplices, ter engendrado um plano para se apoderar do dinheiro do empresário. No dia 17 de dezembro de 2008, Ricardo foi atraído à casa da ex-namorada e aí foi surpreendido pelos dois homens. Foi espancado e atirado ainda com vida de uma altura de mais de 50 metros. A queda foi a causa da morte. O seu corpo viria a ser encontrado casualmente cinco dias depois, por dois populares. O cadáver estava num amontoado de lixo, atado a uma palete de madeira. A cabeça estava coberta com uma saia e atada com cordas. O carro do empresário foi encontrado calcinado. Só um dos arguidos está preso, mas por outros crimes.

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