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Correio da Manhã

Portugal

Morte misteriosa a limpar aviário

Família de trabalhador revoltada com más condições de trabalho.
Tiago Virgílio Pereira 23 de Junho de 2016 às 03:30
Ambulância dos Bombeiros Voluntários de Vouzela transportou do interior das instalações o corpo da vítima, às 14h00
Ambulância dos Bombeiros Voluntários de Vouzela transportou do interior das instalações o corpo da vítima, às 14h00 FOTO: Nuno André Ferreira
Um homem de 44 anos morreu ontem durante a manhã quando limpava o interior de um aviário, na localidade de Espinho, em Alcofra, no concelho de Vouzela.

Uma mulher de 58 anos também sofreu ferimentos e foi assistida no Hospital de Viseu. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) investiga se a morte do trabalhador foi provocada por gases acumulados.


O alerta foi dado às 09h23. Ao que o CM apurou, a primeira vítima a sentir-se mal foi a mulher. Quando os Bombeiros Voluntários de Vouzela chegaram ao local, "encontraram a mulher já no exterior do aviário", informou o bombeiro Luís Rodrigues.

Os populares alertaram os socorristas para outra pessoa em dificuldades no interior das instalações. "Encontrámos o homem em paragem cardiorrespiratória e logo de imediato iniciámos as manobras de reanimação", avançou o bombeiro. Contudo, o médico da VMER atestou o óbito ainda no local.


Pelas 14h00, o corpo da vítima mortal foi removido e transportado para o Instituto de Medicina Legal do Hospital de Viseu. No mesmo local trabalhava um outro operário que escapou ileso. A GNR avaliou a ocorrência como acidente de trabalho.

A vítima mortal é Júlio Nogueira. Era casado e deixa um filho menor. A família mostrou-se revoltada com as condições de trabalho, nomeadamente com a presença de centenas de pulgas nas instalações do aviário. O CM sabe ainda que, por esse motivo, os bombeiros de Vouzela foram ao centro de saúde local para serem medicados.
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