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Correio da Manhã

Portugal

Mortes em praia da Caparica ainda por julgar

Sofia Baptista Santos e José Lima foram colhidos por uma avioneta há três anos.
João Carlos Rodrigues 2 de Agosto de 2020 às 10:18
Avioneta aterrou na praia de São João, na Caparica
José Lima , de 56, também não resistiu
Carlos Conde d’Almeida , piloto-instrutor, foi acusado
Sofia Baptista Santos tinha 8 anos
Avioneta aterrou na praia de São João, na Caparica
José Lima , de 56, também não resistiu
Carlos Conde d’Almeida , piloto-instrutor, foi acusado
Sofia Baptista Santos tinha 8 anos
Avioneta aterrou na praia de São João, na Caparica
José Lima , de 56, também não resistiu
Carlos Conde d’Almeida , piloto-instrutor, foi acusado
Sofia Baptista Santos tinha 8 anos
O lhamos para este processo e para o tempo que já passou com tristeza e consternação. Em três anos, apenas foi concluído o inquérito e decididos os requerimentos de abertura da instrução. Seguir-se-á o debate instrutório, depois a pronúncia, o julgamento, recursos. Quantos mais anos vão ser necessários? Ninguém sabe. É desesperante. No final, o apuramento de responsabilidades chegará, mas a imensidão do tempo fará com que a decisão seja trôpega, tardia e patética.”

É desta forma que as famílias de Sofia Baptista Santos, de oito anos, e José Lima, de 56, lamentam a demora da Justiça. A menina e o sargento da Força Aérea perderam a vida, faz hoje três anos, ao serem colhidos no areal da praia de São João, na Caparica, por uma avioneta que aterrou de emergência devido a problemas de motor.

Em dezembro de 2018, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves concluiu que houve “falhas na gestão da emergência e quebra de procedimentos pelo piloto-instrutor”. Em junho de 2019, o Ministério Público acusou sete arguidos e, três meses depois, alguns requereram a abertura de instrução. Um ano depois, a juíza de instrução Margarida Natário, do Tribunal de Almada, ainda não marcou data para iniciar as diligências.

Carlos Conde d'Almeida, o piloto-instrutor a quem foi imputado um crime de condução perigosa de meio de transporte por ar e dois crimes de homicídio negligente, nunca pediu desculpa às famílias.
Caparica crime lei e justiça transportes julgamentos aviação
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