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Correio da Manhã

Portugal
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Morto ao defender namorada

Ricardo namorava com Patrícia há apenas alguns meses. Mas já tinham inclusive falado em casar. Ontem de madrugada, o jovem de 23 anos foi assassinado com uma navalhada no peito, numa discoteca em Braga, quando tentava defender a namorada de um grupo que a estava a insultar. Ricardo foi ainda transportado ao hospital, onde acabou por morrer. A polícia deteve de imediato José Mota, de 29 anos. O suspeito do homicídio foi ouvido durante o dia de ontem na Polícia Judiciária, onde ficou detido para hoje ser presente a tribunal.

4 de Julho de 2009 às 00:30
Maria não acredita que o filho matou Ricardo
Maria não acredita que o filho matou Ricardo FOTO: José Rebelo

Ricardo saiu anteontem de casa para se encontrar com Patrícia e uma amiga desta. O destino escolhido foi a discoteca Pópulum, no centro da cidade de Braga. Enquanto o jovem se sentou num canto, a namorada e a amiga decidiram dançar. Foi nesse momento que a confusão começou. Um grupo de jovens, no qual estava José, terá começado a insultar as raparigas – que não gostaram do que ouviram e queixaram-se a Ricardo.

'Ele decidiu tirar satisfações com o grupo. Um deles começou a bater no meu filho e outro deu um murro na namorada dele, que caiu no chão. No meio da confusão deram-lhe uma navalhada no coração', contou ao CM Custódio Barbosa, pai do jovem.

Ricardo não se apercebeu que o golpe lhe tinha atingido em cheio o coração. Olhou para a camisola cheia de sangue e disse à namorada e à amiga desta que não se preocupassem, que 'era só um arranhão'. Segundos depois caiu inanimado no chão. 'Ligaram do hospital a dizer que havia um problema com o meu filho, mas nunca imaginei que o tivesse perdido para sempre', disse Custódio Barbosa.

José garante que não foi ele quem matou o jovem. Na Polícia Judiciária disse à mãe que não se preocupasse. 'Disse-me para estar descansada, para não ter medo, porque ele não tinha feito nada e estava inocente', afirmou ao CM Maria Silva, mãe do suspeito.

PORMENORES

PROPRIETÁRIO

O proprietário da discoteca onde Ricardo foi assassinado recusou-se a prestar declarações. O homem apenas disse que não viu nada nem sabe como o crime aconteceu.

AGRESSOR

José está desempregado há alguns meses. O agressor vive com a mãe e a avó num apartamento próximo da discoteca. Com ele estavam duas jovens que também prestaram esclarecimentos na Polícia Judiciária.

AUTÓPSIA

O corpo de Ricardo foi transportado ontem do Hospital de São Marcos para o Instituto de Medicina Legal, onde em princípio será realizada hoje a autópsia.

NAMORADA EM CHOQUE

Patrícia ainda não acredita que o namorado morreu. O CM entrou em contacto com a jovem, mas esta disse estar demasiado abalada para falar e que neste momento o seu único desejo é 'estar sozinha.'

 

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