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Correio da Manhã

Portugal
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Morto ficou à espera do enterro

O corpo de um homem ficou ontem 10 horas à espera de poder ser enterrado em Fareja, Fafe, já depois de concretizadas as cerimónias religiosas. Familiares dizem-se revoltados com a “situação dolorosa e absurda”, despoletada por um erro na declaração médica sobre as supostas causas da morte e que levou o Ministério Público a impedir o enterro.
29 de Janeiro de 2008 às 00:30
Segundo familiares, o defunto Joaquim Pereira, que tinha 75 anos, encontrava-se “doente há 11 anos” e esteve internado no Centro Hospitalar do Alto Ave, em Guimarães, até sexta-feira, quando foi enviado para casa após a amputação de uma perna, motivada por cancro. Morreu no dia seguinte.
Como previsto, padre, familiares e amigos participaram às 10h00 na missa fúnebre, mas depois o corpo não pôde ir para o cemitério, “por falta de guia de enterro” a emitir pelo Ministério Público, como esclareceu Valdemar Araújo, da agência funerária.
Na origem deste incidente terá estado o facto de, na certidão de óbito, emitida pelo médico de família, constar “causa da morte indeterminada”, o que terá levantado dúvidas ao MP.
Após diligências efectuadas junto do Tribunal Judicial de Fafe, Joaquim Pereira acabou por ser sepultado às 17H30 de ontem, tendo oficialmente morrido de “doença indeterminada”.
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