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Correio da Manhã

Portugal

Morto na passadeira

Um idoso de 69 anos morreu anteontem à noite atropelado por um camião numa passadeira em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira.
28 de Março de 2007 às 00:00
Maria da Luz Rosinha esteve no local a ouvir os protestos dos moradores
Maria da Luz Rosinha esteve no local a ouvir os protestos dos moradores FOTO: Bruno Colaço
Revoltados com a falta de segurança naquela artéria, os moradores bloquearam a estrada, impedindo a circulação.
Reinaldo Xarana, a vítima, tinha dificuldades de locomoção e andava apoiado por uma bengala. Pelas 20h30 foi beber café e, quando atravessava a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra foi colhido por um camião.
O camionista, temendo ser agredido, abandonou o local e entregou-se no posto da GNR.
Os moradores, revoltados com a falta de segurança e a má sinalização, bloquearam a estrada. Nem a presença do Pelotão de Intervenção Rápida da GNR e da presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, acalmaram os ânimos.
Joaquim Grangeia, morador na Castanheira há cerca de dez anos, disse ao CM que naquela estrada há registo de vários acidentes. “Pelo menos três crianças foram atropeladas a caminho da escola”.
O porta-voz dos moradores, eleito para denunciar o caso, pede lombas e sinalização “decentes”. “Uma ponte para peões seria um erro. O ideal era uma passagem subterrânea ou sinalização sonora e luminosa, a par de um traço contínuo”, disse.
Contactada pelo CM, a presidente da autarquia disse que a responsabilidade é da Direcção de Estradas de Lisboa, por se tratar de uma estrada nacional. Ainda assim, “a autarquia já tinha alertado para o elevado número de acidentes que ali se tem registado”.
Anteontem, a autarca compareceu no local do acidente. Pouco depois entrou em contacto com o responsável pela Direcção de Estradas que lhe prometeu uma intervenção nos próximos dias. “Em breve vai ser colocado um controlador de velocidade. A passadeira será sinalizada por sinais luminosos”, garantiu Maria da Luz Rosinha. “Vai ainda ser feito um estudo para a implementação de uma rotunda na zona”.
Actualmente, a “passadeira da morte”, assim apelidada pelos moradores, é sinalizada por um sinal vertical que está colocado em cima da passadeira – numa estrada sem luminosidade em que os condutores costumam acelerar.
PORMENORES
ACIDENTE
Há cerca de um ano, Tiago, de 16 anos, atravessava pela passadeira quando foi atropelado. “O carro do meu lado parou, mas quando comecei a andar fui colhido pelo carro que vinha do lado contrário”, disse ao CM. O jovem partiu o braço.
ESCOLA
A estrada nacional passa entre dois bairros de realojamento social. As crianças têm de atravessar a estrada para irem para a escola D. António de Ataíde, de ensino básico.
NÃO FUGIU
Os moradores pensavam que o camionista que atropelou o idoso tinha fugido do local e que teria sido interceptado nas portagens de Alverca. A GNR negou a informação. “O condutor viu a população revoltada e temeu ser agredido. E foi o que disse aos militares da GNR, assim que compareceu no posto”, disse fonte oficial da GNR.
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