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Correio da Manhã

Portugal

“Mota de que gostava acabou por o matar”

Não tinha capacete, nem carta para conduzir uma mota de alta cilindrada, mas Carlos Alberto Oliveira, de 33 anos, decidiu dar uma volta perto de casa, numa zona com pouco movimento, junto às piscinas de São Pedro da Cova, em Gondomar, ontem pelas 15h30. O motard, pai de uma criança de quatro anos, nunca mais regressou. Um violento embate contra um Fiat Punto causou-lhe morte imediata.
22 de Agosto de 2010 às 00:30
Carlos Alberto Oliveira conduzia a mota que embateu contra o Fiat Punto, em São Pedro da Cova, Gondomar. A GNR está a investigar as circunstâncias do acidente
Carlos Alberto Oliveira conduzia a mota que embateu contra o Fiat Punto, em São Pedro da Cova, Gondomar. A GNR está a investigar as circunstâncias do acidente FOTO: Diogo Pinto

"Não quero acreditar que morreste. Como é que eu vou fazer sem ti. A maldita mota acabou por te levar", gritava ontem em choro Sónia Oliveira, a companheira da vítima, que vivia a poucos metros do local do acidente. Rapidamente, muitos familiares e amigos de Carlos Alberto acorreram ao local do acidente, quando a notícia se propagou em São Pedro da Cova.

O acidente aconteceu quando a vítima estava a passar por um cruzamento e foi colhida por um Fiat Punto, conduzido por homem, de 70 anos, que vive na localidade e saiu ileso do choque.

"Estava a pintar a minha rulote, quando ouvi um estrondo que parecia uma bomba. A mota bateu contra o carro e o condutor foi projectado. Tentei ver se ainda tinha pulso, mas já não senti nada. Duas funcionárias das piscinas vieram e ligámos para os bombeiros, mas o homem já estava morto", explicou ao CM Joaquim Freitas, proprietário de uma rulote de venda de cachorros.

"Só andava de mota aos fins-de-semana. Saiu de casa a dizer que queria aquecê-la. Ele gostava muito de andar naquilo e foi isso que o matou", disse ao CM Sónia Oliveira.

Carlos Alberto apenas tinha carta para conduzir uma mota com uma cilindrada até 125 cc, mas a Suzuki tinha uma potência de 500 cc.

A vítima era natural de Valongo, porém residia há vários anos em São Pedro da Cova, com a mulher e a filha.

O corpo foi transportado para a morgue do Porto, onde será autopsiado.

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