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Correio da Manhã

Portugal
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Motim de presos ao jantar na cadeia de Vale de Judeus para defender castigado

Advogado Pedro Bourbon é um dos presos da Ala C.
Miguel Curado 5 de Janeiro de 2021 às 08:40
Cadeia de Vale de Judeus
Cadeia de Vale de Judeus
Cerca de 120 presos do pavilhão C da cadeia de alta segurança de Vale de Judeus, na Azambuja, recusaram esta segunda-feira jantar numa revolta contra a colocação na Secção de Segurança do recluso que, tal como o CM noticiou esta segunda-feira, espancou três guardas que o queriam revistar.

O motim gerou-se pelas 17h45. Os reclusos fizeram saber junto dos guardas que se recusavam a jantar. Num ambiente de grande tensão, que levou o Grupo de Intervenção e Serviços Prisionais (GISP), unidade de elite que atua em motins prisionais, a ser colocado de prevenção, os presos exigiram que o recluso apanhado, a 30 de dezembro, com cigarros de droga, um telemóvel e cabos USB regressasse ao pavilhão.

Protestaram ainda contra os alegados espancamentos de guardas, e pediram a presença de alguém da Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP). Foram fechados, sem jantar, ao fim de uma hora. O pavilhão C é o mais problemático de Vale de Judeus, com presos com penas superiores a 8 anos. Está lá, por exemplo, Pedro Bourbon, que cumpre 25 anos pelo processo da Máfia de Braga. A DGSP não respondeu, em tempo útil, às questões do CM.



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