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Correio da Manhã

Portugal

Motoristas de transporte de passageiros do Norte em greve parcial a partir de hoje

Em causa está a subida do salário base dos trabalhadores para os 685 euros.
5 de Maio de 2019 às 07:54
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Os motoristas do setor privado de transporte de passageiros do Norte começameste domingo uma greve parcial de 15 dias depois de terem falhado as negociações com a ANTROP com vista ao aumento do salário dos trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), a greve de 15 dias começa este domingo às 19h00 prolongando-se até às 10h00 do dia 19.

Os motoristas cumpriram uma greve de 12 dias entre 25 de março e 05 de abril. Desta vez farão uma paralisação parcial, "entre as 19h00 de um dia e as 10h00 do dia seguinte".

Em causa está a subida do salário base dos trabalhadores para os 685 euros, valor que o sindicato sempre garantiu não estar disposto a negociar.

Os trabalhadores reclamam ainda a redução para três horas do período de "intermitências", bem como o pagamento de oito horas de subsídio de "agente único".

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o STRUN refere que a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) "não evoluiu na sua proposta, continuando a propor um vencimento de 670 euros, oito horas de agente único só em final de junho de 2020 e voltando a propor 3:40 de intervalo para este ano", além de não estarem resolvidas outras questões, como o subsídio de alimentação.

Esta é segunda vez, num espaço de mês e meio, que os motoristas do setor privado de transporte de passageiros do Norte avançam para uma greve que, acredita o STRUN, poderá ter uma adesão ainda mais participada, nomeadamente com adesão de trabalhadores de outras empresas que não participaram na paralisação anterior.

Em declarações à Lusa, em 05 de abril, o coordenador do STRUN, José Manuel Silva, considerava que o balanço da primeira greve não podia ser "mais positivo", uma vez que ao longo dos 12 dias a adesão manteve-se "acima dos 80%".

"Já há muitos anos que não se via uma coisa destas. Não me lembro de uma greve com tantos dias e com esta adesão. Há um grande descontentamento, inclusivamente, há até quem esteja a ponderar abandonar a profissão para trabalhar numa fábrica", afirmou à data.
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