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Correio da Manhã

Portugal

EasyJet aconselha passageiros a irem com "tempo extra" para aeroportos devido à greve dos motoristas

A transportadora ressalva que, "ainda que isto esteja fora" do seu controlo, está a "fazer tudo o que seja possível para minimizar as perturbações".
Lusa 12 de Agosto de 2019 às 20:49
Easyjet
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A companhia aérea 'low cost' easyJet aconselhou os passageiros com viagens de e para Portugal a verificarem o estado do seu voo, bem como a deslocarem-se para os aeroportos nacionais com "tempo extra", devido à greve dos motoristas.

Contactada pela Lusa, a transportadora informou que, "devido a uma greve a ter lugar em Portugal e que está a afetar a disponibilidade de combustível nos aeroportos portugueses, alguns voos para e de Portugal podem necessitar de paragens técnicas adicionais para reabastecer em aeroportos alternativos".

"Aconselhamos todos os clientes com viagens planeadas de e para Portugal, nos próximos dias, a consultar o estado dos seus voos", referiu a easyJet, pedindo ainda a quem tiver que passar por um aeroporto português para se deslocar com "tempo extra, porque o tráfego poderá ser maior do que habitualmente".

A transportadora ressalva que, "ainda que isto esteja fora" do seu controlo, está a "fazer tudo o que seja possível para minimizar as perturbações".

A Lusa contactou a TAP e a Ryanair sobre esta questão, mas ainda não recebeu resposta.

O ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é "insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos", provocando "restrições à operação", disse esta segunda-feira à Lusa a ANA Aeroportos.

Em resposta escrita à Lusa, a gestora aeroportuária adiantou que está a avaliar continuamente o impacto da greve dos motoristas no abastecimento de combustível nos aeroportos da sua rede.

O ritmo de abastecimento "insuficiente" verificado levou à implementação de restrições à operação, "nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves", referiu esta tarde à Lusa a empresa.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética, que implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

Hoje, ao final do dia, o Governo decretou a requisição civil dos motoristas em greve, alegando o incumprimento dos serviços mínimos, anunciou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, após reunião do executivo por via eletrónica.

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