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Correio da Manhã

Portugal
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Pedro Dias acusado por homicídios em Aguiar da Beira

Duplo homicida atacou casal de Trancoso e dois GNR.
Lusa 30 de Março de 2017 às 16:58
Pedro Dias
Pedro Dias
Pedro Dias
Pedro Dias
Carlos Caetano, GNR, terá sido a primeira vítima de Pedro Dias, com um tiro
Pedro Dias no dia em que foi preso, após 19 dias em fuga
Pedro Dias, Arouca, Sporting, Bruno de Carvalho, prisão, Estabelecimento Prisional da Guarda, homicida, Aguiar da Beira
pedro dias, tribunal, aguiar da beira, interrogatório
Pedro Dias
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Pedro Dias
Pedro Dias
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Pedro Dias
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Pedro Dias
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Pedro Dias

O Ministério Público da Guarda deduziu acusação contra Pedro Dias pela prática de dois crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada e três crimes de sequestro, foi esta quinta-feira divulgado.

O arguido suspeito da prática dos crimes de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, foi ainda acusado de crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas, lê-se num comunicado publicado no sítio de internet da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.

Segundo a fonte, o inquérito teve início em 11 de outubro de 2016, na sequência dos homicídios de um militar da GNR e de um cidadão residente em Trancoso, e das tentativas de homicídio de um outro militar da GNR e de uma cidadã também de Trancoso, sendo que estas duas vítimas e uma outra pessoa de Arouca foram ainda sujeitas a sequestro.

"Atenta a natureza urgente desse processo, foi extraída certidão para instauração de inquérito autónomo relativamente a factos praticados contra uma cidadã residente em Trancoso, a fim de permitir o concreto apuramento das consequências das graves lesões que lhe foram infligidas", refere a nota.

Acrescenta que "serão, igualmente, objeto de investigação autónoma vários outros atos delituosos, sobretudo de intrusão e de apropriação indevida, que o arguido terá cometido durante o período em que andou a monte".

O Ministério Público diz que foi ainda extraída certidão para procedimento criminal contra uma cidadã residente em Arouca, por crime de favorecimento pessoal em benefício do arguido Pedro Dias.

A investigação dirigida pelo Ministério Público foi executada pela Polícia Judiciária da Guarda.

A fonte refere que por se verificar perigo de fuga, perigo para a conservação e veracidade da prova, perigo de continuação da atividade criminosa e perigo de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas, o Ministério Público requereu que o arguido continuasse em prisão preventiva, medida à qual se encontra sujeito desde 08 de novembro de 2016.

O suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira foi presente ao tribunal da Guarda, para primeiro interrogatório, no dia 10 de novembro de 2016.

O homem entregou-se no dia 08 de novembro de 2016 à PJ, em Arouca, num ato testemunhado pela RTP e pelo Diário de Coimbra.

O primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação aconteceram 30 dias após os incidentes em Aguiar da Beira, que culminaram com a morte de duas pessoas, um deles um militar da GNR, e três feridos.

O suspeito estava desaparecido desde 11 de outubro, data em que dois militares da GNR foram atingidos a tiro, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda. Um morreu e um outro ficou ferido.

Na mesma madrugada, um homem morreu e uma mulher ficou gravemente ferida, também alvejados a tiro, na viatura em que seguiam.

O suspeito, de 44 anos, ficou em prisão preventiva na cadeia da Guarda, mas no dia 12 de novembro de 2016 foi transferido para a cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.

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