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Correio da Manhã

Portugal
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MP pede pena suspensa para médica que roubou ourivesaria

Médica tentou assaltar em 2011 uma ourivesaria no Centro Comercial Roma, em Lisboa.
23 de Abril de 2015 às 19:16
O início do novo julgamento teve lugar, esta quinta-feira à tarde, no Campus da Justiça, em Lisboa
O início do novo julgamento teve lugar, esta quinta-feira à tarde, no Campus da Justiça, em Lisboa FOTO: Bruno Colaço
O Ministério Público (MP) pediu, esta quinta-feira, pena de prisão suspensa para uma médica que tentou assaltar em 2011 uma ourivesaria no Centro Comercial Roma, em Lisboa, estando a sentença marcada para 5 de maio.

A arguida, uma médica legista, atualmente com 51 anos, está acusada de um crime de roubo agravado na forma tentada, de um crime de detenção de arma proibida e de uma contraordenação.

Segundo o despacho de acusação do MP, a mulher entrou na ourivesaria na tarde de 26 de dezembro e, depois de atirar gás pimenta para a cara da funcionária, tentou fugir com várias joias, no valor total de 7.200 euros, que tinham sido colocadas em cima do balcão.

A arguida foi imobilizada pela funcionária e por um segurança que se encontrava no exterior do estabelecimento comercial e entregue às autoridades, que lhe apreenderam uma réplica de uma arma de fogo que trazia na mala.

Esta é a segunda vez que a médica começa a ser julgada por este crime. A primeira vez tinha sido em 2013, mas arguida alegou problemas psiquiátricos, tendo na ocasião a juíza, em concordância com o MP e com o advogado de defesa, determinado a interrupção do julgamento até à conclusão do relatório pericial.

A decisão levou "à perda da prova" produzida nessa primeira sessão e à consequente anulação das declarações da arguida.

Novo julgamento
O início do novo julgamento teve lugar, esta quinta-feira à tarde, no Campus da Justiça, em Lisboa, sem a presença da arguida, e, depois de terem sido ouvidas algumas testemunhas, foram feitas as alegações finais, tendo ficado marcado a leitura da sentença para o dia 5 de maio.

A sessão iniciou-se com a audição da funcionária da ourivesaria, que disse ao tribunal ter ficado com "marcas psicológicas" da tentativa de assalto, de tal forma que ainda tem receio de ficar sozinha na loja. 

Seguiram-se os depoimentos do segurança que imobilizou a médica, de um dos agentes da PSP que esteve no local e de dois lojistas, que confirmaram a versão apresentada pela funcionária da ourivesaria.

Nas alegações finais, o MP pediu a condenação da arguida, embora com uma pena suspensa, por ter considerado que ficou provada a prática do crime de que foi acusada e alegando as conclusões da perícia psiquiátrica que foi feito à médica.

"Não se apurou que a sua atuação fosse determinada pelo uso de fármacos. A arguida tinha consciência daquilo que estava a fazer", afirmou o procurado do MP.

Contudo, o MP considera que "não há nada que indicie que a arguida volte a cometer o mesmo crime", defendendo por isso uma pena de prisão suspensa.

A leitura da sentença ficou marcada para o dia 5 de maio, pelas 14h00.
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