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Mulher absolvida de matar marido

Tribunal afirma que foi o homem que se atirou para cima do carro conduzido pela arguida, morrendo atropelado. Alice Freitas sofre de doença psiquiátrica

22 de maio de 2013 às 01:00

O Tribunal de Vale de Cambra absolveu ontem a mulher de 73 anos que estava acusada de atropelar mortalmente o marido, quando tentava sair de casa, após nova discussão, na freguesia de Vila Chã, em novembro de 2011. Para o coletivo, Alice Freitas "cometeu um ato pouco lúcido e cuidadoso para a defesa da própria vida"; mas não pode ser punida pela morte do marido.

Segundo o tribunal, Fernando Freitas, de 78 anos, morreu por que se atirou para cima da viatura conduzida pela mulher e não por esta ter intenção de o matar. Alice Freitas, que estava acusada de homicídio qualificado, nunca compareceu em nenhuma das sessões de julgamento, por aconselhamento médico, após um tratamento – a arguida sofre de uma patologia psiquiátrica – no Hospital Magalhães Lemos.

Ao tribunal, o clínico admitiu que a doença diminuiu a capacidade de reação da mulher de 73 anos, na altura em que Fernando Freitas saltou para cima do Chevrolet, sendo arrastado 24 metros, antes de cair e de ser fatalmente atropelado.

"Não houve comportamento censurável, e não se provou que Alice Freitas tivesse a intenção de tirar a vida ao marido, nomeadamente acelerando a viatura", explicou o presidente do coletivo de juízes, justificando a decisão de absolver a mulher.

Nas alegações finais, o procurador do Ministério Público (MP) havia pedido oito anos de prisão para Alice Freitas, mas o CM apurou que o MP não deverá recorrer da decisão do Tribunal de Vale de Cambra.

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