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Mulher cai ao Tejo no regresso da 'Corte-Real'

Uma mulher caiu ontem ao Tejo, na Base Naval do Alfeite, quando gritava pelo filho, que ainda estava a bordo da fragata ‘Corte-Real’. Tomada pela emoção, não viu o fim da plataforma do cais e caiu às águas do rio Tejo. Rapidamente foi socorrida pela guarnição do navio de guerra, que chegava da Somália, e por um familiar de um militar que prontamente se lançou ao rio para a resgatar. Foi um grande susto, que acabou sem ferimentos. Ainda assim, a mulher foi observada pela médica a bordo.

10 de junho de 2012 às 01:00

Ao fim de três meses de missão no Golfo de Áden, os 196 militares não escondiam a emoção de rever os entes queridos. “O melhor momento é o da chegada”, contou ao CM Susana Antunes, 24 anos, operacional de comunicações, coberta de lágrimas ao abraçar os dois irmãos e para quem as missões no estrangeiro não são novidade. “Mas esta foi a mais longa”, admitiu.

Para António Ferreira, de 31 anos, que fez a manutenção do helicóptero da fragata, foi a segunda missão na Somália. “É sempre uma saudade imensa. Vamos falando ao telefone e através da internet, mas as saudades são muitas”, disse ao CM, com o filho de três anos nos braços.

Também o fuzileiro Ruben Fernandes, de 30 anos, tinha Salvador, de dois anos e meio, ao colo, feliz porque “a missão correu muito bem e agora estamos com a família”.

A ‘Corte-Real’ largou da Base do Alfeite a 12 de Março, levando a bordo 196 homens e mulheres, incluindo um destacamento de helicópteros e duas equipas de fuzileiros do pelotão de abordagem. Integrou a Força Naval da União Europeia que, sob a égide das Nações Unidas, participa na 'Operação Atalanta' de combate à pirataria no Golfo de Áden, costa Leste da Somália, estreito de Bab Al Mandeb e Mar Vermelho.

A receber os militares portugueses esteve o ministro da Defesa, acompanhado do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Luís Araújo, e do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Saldanha Lopes.

Aguiar Branco cumprimentou a guarnição da ‘Corte-Real’ por “mais uma missão cumprida com êxito a cem por cento". "Estes níveis são difíceis de manter, o que só é possível com grande competência. Estas missões das Forças Armadas no estrangeiro são um meio de reconhecimento do País internacionalmente”.

O ministro da Defesa, ainda a bordo da ‘Corte-Real’, sublinhou que mesmo em período de austeridade, Portugal não pode deixar de investir na defesa nacional, sendo “absolutamente vital que participemos como parceiros quer a nível da NATO, quer da União Europeia ou das Nações Unidas. A nossa segurança passa pela participação nesses teatros de operação”.

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