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Correio da Manhã

Portugal
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Mulher morre assassinada pelo marido 37 dias após fazer queixa

Laura Ribeiro foi assassinada no dia em que foi prestar depoimento ao Tribunal de Valongo.
25 de Janeiro de 2018 às 10:57
Laura Oliveira Ribeiro foi assassinada pelo marido com três pancadas na cabeça, à porta de casa, em Valongo
José Ferreira foi condenado a 16 anos de prisão homicídio qualificado e violência doméstica
Crime ocorreu na casa da vítima em Balcelhas, Valongo
Fátima Brito  (em baixo),  vizinha de Laura, conta que foi o filho da vítima a dar o alerta. Corpo estava caído em casa (à esq.)
Laura Oliveira Ribeiro foi assassinada pelo marido com três pancadas na cabeça, à porta de casa, em Valongo
José Ferreira foi condenado a 16 anos de prisão homicídio qualificado e violência doméstica
Crime ocorreu na casa da vítima em Balcelhas, Valongo
Fátima Brito  (em baixo),  vizinha de Laura, conta que foi o filho da vítima a dar o alerta. Corpo estava caído em casa (à esq.)
Laura Oliveira Ribeiro foi assassinada pelo marido com três pancadas na cabeça, à porta de casa, em Valongo
José Ferreira foi condenado a 16 anos de prisão homicídio qualificado e violência doméstica
Crime ocorreu na casa da vítima em Balcelhas, Valongo
Fátima Brito  (em baixo),  vizinha de Laura, conta que foi o filho da vítima a dar o alerta. Corpo estava caído em casa (à esq.)
Laura Oliveira Ribeiro foi morta à paulada pelo ex-marido, à porta de casa, em Valongo, mais de um mês depois de se ter queixado das suas agressões ao Ministério Público (MP).

O caso remonta ao dia 4 de novembro de 2015, e agora, cerca de dois anos depois, a equipa de Análise Retrospetiva de Homícidio em Violência Doméstica (EARHVD), concluiu que o MP "nada fez para proteger a mulher ou dar-lhe assistência", nunca tratando o caso como uma situação real de violência doméstica e sem "qualquer urgência",.

O casamento entre Laura e José Ferreira, o agressor, durou pouco menos de um ano. Em janeiro juntaram-se e no dia 23 de setembro a mulher saiu de casa, após ter sido espancada, insultada e ameaçada de morte. A 29 de setembro decidiu revelar tudo o que se passou e foi até ao MP de Valongo. O registo foi feito "oralmente" e no auto da queixa apenas se podia ler "agressão e ameaças".

Só a 8 de outubro é que a magistrada despachou que Laura fosse notificada para explicar e esclarecer qual o "teor da sua queixa-crime". A 22 de outubro a vítima relatou por escrito todos os detalhes das agressões e ameaças que tinha vivido ao lado do marido.

De seguida, a 26 de outubro, Laura foi contactada via telefónica para ir ao MP ser "inquirida sobre os factos denunciados", de forma a ser-lhe atribuído o "respetivo estatuto de vítima". Face à dificuldade de contactar a vítima por telefone, o MP notificou-a para ser inquirida pessoalmente.

No dia 4 de novembro, horas antes de ser assassinada pelo marido, Laura compareceu no Triubunal de Valongo à hora marcada para contar novamente a sua história. À noite, nesse mesmo dia, a vítima foi morta com três pauladas na cabeça e o seu corpo foi escondido dentro de casa. O cadáver foi encontrado três dias depois.

O agressor foi condenado a 16 anos de prisão homicídio qualificado e violência doméstica.
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