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Correio da Manhã

Portugal
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MULHER MORTA NA ESTRADA DO GUINCHO

Cinco facadas. Cinco facadas tiraram a vida, na madrugada de ontem, a uma mulher, com cerca de 50 anos de idade, há cerca de duas décadas conhecida como prostituta na zona do Meixilhoeiro, na estrada do Guincho, Cascais. O corpo foi descoberto, ontem ao final da manhã, num casebre em ruínas, onde a mulher praticava a sua actividade.
4 de Dezembro de 2004 às 00:00
Eugénio Vicente e Rui Baptista, pescadores amadores, desde manhã que estavam na zona. “Ouvimos gritos de uma discussão entre uma mulher e um homem. A mulher é uma das prostitutas que costumam estar por aqui e o homem era um indivíduo forte. Pouco depois apareceram os carros da polícia e vieram perguntar se tínhamos ouvido alguma coisa”, contou Vicente.
No entanto, posteriormente, veio a verificar-se que esta altercação nada teve a ver com o homicídio. A mulher envolvida nesta discussão foi ontem ouvida pelos agentes policiais, esclarecendo a situação. Aliás, foi ela que alertou a Polícia, estranhando a ausência da companheira.
“A mulher, de cerca de 50 anos, recebeu cinco facadas, três no abdómen e duas na cabeça e aparentava ter sido agredida cerca de 12 a 16 horas antes da nossa chegada”, disse ao Correio da Manhã fonte policial.
O móbil do crime é ainda desconhecido e, embora a mulher desde há vinte anos fosse conhecida na zona, ontem à noite ainda não tinha sido identificada. Ao que tudo indica, a Polícia Judiciária, que tomou conta da ocorrência, recolheu naquela zona uma matraca de ferro.
Os dois pescadores referiram, ainda, que nos últimos tempos aquela zona tem-se tornado perigosa, pela vaga de assaltos violentos que têm sucedido e já houve casos de pessoas terem sido empurradas pela falésia abaixo pelos assaltantes. “Todos os dias assaltam aí pessoas e agora já é proibido pescar à noite”.
A fonte policial citada referiu que a vítima era pessoa de muito poucas posses e que estava ‘na vida’ por necessidade e, tanto quanto se sabe, nunca estivera metida nas trafulhices que é comum as mulheres da zona praticarem. “Tanto quanto sabemos, a mulher nunca estivera metida em conflitos e nem sequer tinha um ‘protector’, disse a fonte.
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