Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

Mulher nega em tribunal envolvimento em burlas com aluguer de casas de praia no Algarve

Arguida e as duas irmãs terão lesado, pelo menos, quatro pessoas em agosto de 2017.
Lusa 12 de Novembro de 2019 às 20:00
Tribunal de Aveiro
Tribunal de Aveiro
Tribunal de Aveiro
Tribunal de Aveiro
Tribunal de Aveiro
Tribunal de Aveiro

Uma mulher negou esta terça-feira no Tribunal de Aveiro o envolvimento numa burla com o arrendamento de casas para férias no Algarve, que terá lesado pelo menos quatro pessoas.

A arguida, uma lojista natural de Ovar, está acusada de quatro crimes de burla simples, juntamente com outras duas mulheres (irmãs), que não compareceram na primeira sessão do julgamento.

Os factos remontam a agosto de 2017, quando as três mulheres terão burlado pelo menos quatro pessoas, causando um prejuízo de 2.200 euros, ao arrendar casas que não lhes pertenciam para férias no Algarve, nomeadamente na zona da Quarteira, Albufeira e Vilamoura.

Perante o coletivo de juízes, a mulher assumiu ter sido contactada por outra arguida, casada com um colega do namorado, com o objetivo de angariar pessoas para arrendar casas de férias no Algarve, recebendo em troca 100 euros por cada casa alugada.

Contou que numa fase inicial correu tudo bem, adiantando que ela própria chegou a ir de férias duas vezes para o Algarve, ficando alojada em casas disponibilizadas pela arguida.

Segundo a mulher, os problemas só começaram a surgir em agosto, quando a alegada cabecilha da burla começou a contactá-la dizendo que havia problemas com as casas arrendadas.

"Ela tinha sempre uma desculpa diferente. Uma vez disse que estava a haver uma fiscalização na agência e eles não conseguiam arranjar as chaves", relatou.

A arguida disse ainda ter contactado telefonicamente todos os clientes a avisar para não irem para o Algarve, porque havia problemas com as casas e para exigirem o dinheiro de volta e apresentarem queixa.

A acusada chegou mesmo a falar em "milhares" de pessoas burladas. "Existem muitas mais pessoas que não apresentaram queixa. Estamos a falar mesmo de muita gente. Foi horrível", afirmou.

Disse ainda ter recebido 1.600 euros da alegada cabecilha que utilizou para pagar o alojamento no hotel de uma família que tinha sido burlada.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), as três mulheres decidiram alugar casas para férias no Algarve a preços "convidativos" e em locais "aprazíveis", através de um anúncio colocado na página da rede social Facebook de uma das arguidas.

De acordo com os investigadores, as fotos usadas no anúncio eram obtidas e copiadas de sites legítimos de arrendamentos para férias, para mais facilmente convencer os interessados da seriedade do negócio.

As arguidas faziam as reservas das casas mediante o pagamento de uma quantia através de transferência bancária, mas, ao chegar ao local, os ofendidos constatavam que nenhuma reserva fora efetuada e o local em causa não estava nem nunca estivera disponível para que o ocupassem.

Tribunal de Aveiro Algarve crime lei e justiça julgamentos questões sociais tribunal crime
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)