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Correio da Manhã

Portugal

Mulher sedutora engana reformado

Robert (nome fictício) procurava uma companheira inteligente e simpática. Colocou um anúncio num jornal e encontrou uma mulher sedutora de 47 anos. Apaixonou-se. Só que, três meses depois, a companheira misteriosa fugiu com o jipe e vários objectos e roupas valiosas que tinha em casa.
31 de Dezembro de 2009 às 00:30
‘Robert’ (nome fictício) colocou um anúncio num jornal gratuito a procurar uma companhia feminina
‘Robert’ (nome fictício) colocou um anúncio num jornal gratuito a procurar uma companhia feminina

O caso, que pode ser considerado como um crime de burla ou abuso de confiança, aconteceu com um cidadão alemão reformado, que vive numa luxuosa moradia nos arredores de Faro. Já foi comunicado à PSP e GNR e as autoridades suspeitam de que a mulher possa já ter usado o mesmo esquema criminoso com outros homens.

"Não tenho dúvidas de que a mulher que conheci vive de enganar homens ricos que conhece da forma como me conheceu", lamentou ao CM Robert, divorciado e antigo construtor na Alemanha.

A alegada burlona é de nacionalidade moçambicana e têm 47 anos. Apresentou-se como Ilda Varela e dizia-se "formada em Etnologia e Sociologia numa universidade da Dinamarca e dona de propriedades em Moçambique. "Disse-me que estava à espera de uma proposta de trabalho na Casa Branca, nos Estados Unidos" (ver caixa), recorda o lesado, que aceitou que a mulher fosse viver com ele. "Deixei-a ir viver comigo e, dias depois, apareceu um filho dela de 19 anos que também ficou lá em casa", conta Robert, desiludido com a paixão frustrada, que lhe proporcionou "bom sexo e companhia".

Robert nunca desconfiou das intenções da mulher. Mas, na madrugada do dia 16, depois de uma noite de sexo, adormeceu repentinamente e só acordou de manhã, o que o leva a pensar que possa ter sido drogado com uma substância para dormir. "Acordei mais tarde do que é normal e já ela e o filho tinham desaparecido com tudo", recorda.

No mesmo dia apresentou queixa na PSP, que remeteu o processo para a GNR por o crime ter sido praticado fora da cidade. Segundo fonte policial, foi dado conhecimento ao Ministério Público, que irá abrir um processo de investigação ao caso.

"MOSTROU-ME UMA PROPOSTA DA CASA BRANCA"

A mulher que Robert conheceu falava várias línguas, desde inglês, a alemão, a francês e ao dinamarquês. Chegou mesmo a mostrar--lhe uma proposta de trabalho que garantiu ter recebido da Casa Branca, nos EUA. Disse-lhe sempre que já tinha vivido em locais caros, como Marbelha, em Espanha, Lisboa, Cascais ou Sintra. Agora, depois de vários cálculos mentais, Robert chegou à conclusão de que "em três palavras duas eram mentira" e que a mulher que conheceu e por quem se apaixonou " andou à procura de dinheiro e valores".

APONTAMENTOS

TELEFONEMAS

Na manhã seguinte à fuga, a mulher telefonou para Robert a dizer que tinha ido tratar de assuntos e voltava. A ideia seria atrasar o alerta à polícia. Dias depois, ligou novamente a exigir dinheiro pelo jipe.

DOCUMENTO FALSO

A burlona disse a Robert que tinha uma declaração de venda do jipe (Opel Frontera cinzento com matrícula 15-45 XR), que o alemão garante ser falsa porque não assinou qualquer documento.

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