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Correio da Manhã

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MULHERES COM FILHOS SÃO MAIS INTELIGENTES

As mulheres que são mães podem ser mais inteligentes e estar mais protegidas contra a demência no final da vida, admite uma investigação realizada nos Estados Unidos. Ou seja, a maternidade tem um efeito positivo no cérebro.
11 de Novembro de 2002 às 00:02
Apesar de ter sido feita com ratos de laboratório, os investigadores acreditam que estas descobertas podem ser igualmente aplicadas aos seres humanos. “Os dados são de experiências com ratos, mas os humanos, tal como os ratos, são mamíferos”, explicou o coordenador do estudo, Craig Kinsley, professor universitário de psicologia.

A investigação foi realizada na Universidade de Richmond, no Estado de Virgínia, Estados Unidos da América, e envolveu grupos de ratas sem filhos e com uma ou mais ninhadas. Os animais tinham até dois anos (o equivalente a 70 ou 80 anos no ser humano).

O estudo, apresentado durante o encontro anual da Sociedade de Neurociência norte-americana, conclui que as ratas que tiveram duas ou mais ninhadas mostraram ter uma memória melhor. Testes de medição de capacidade compararam os resultados com exames feitos em ratas que não tiveram crias. Quando colocadas num labirinto, à procura de comida, as ratas com ninhadas obtiveram melhores resultados. A tendência verificou-se também num ambiente de não-labirinto, durante os vários testes a que os roedores foram sjueitos durante o período de dois anos.

Testes subsequentes, depois da morte, também revelaram que os cérebros das ratas que geraram filhotes apresentaram mudanças que poderiam reduzir as chances de se desenvolver doenças como a do mal de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa.

O professor Craig Kinsley, responsável pela investigação conduzida na Universidade de Richmond, afirmou que estas descobertas provavelmente poderiam ser aplicadas nos seres humanos também.
“A nossa investigação mostra que os hormónios da gravidez protegem o cérebro, incluíndo o estrogénio, que tem muitos efeitos neuroprotectores, afirmou aquele responsável.

Craig Kinsley espera agora que as autoridades e investigadores de saúde pública analisem se há ou não relação entre uma mulher ter sido mãe e a doença de Alzheimer ou outras formas de declínio mental associadas à idade. Esta proteína já foi relacionada com o desenvolvimento do mal de Alzheimer nos seres humanos.
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