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Multidão contra as demolições

300 moradores contestam ação da Sociedade Polis na ria Formosa.

07 de março de 2015 às 09:58

Vestidos com t-shirts pretas com a frase ‘Je Suis Ilhéu’ [Eu sou ilhéu] e com cartazes em que se lia "Salvem a ria Formosa", cerca de 300 pessoas protestaram ontem em frente ao Parlamento contra as demolições nas ilhas-barreira. Apesar disso, os projetos de resolução para suspensão dos trabalhos da Sociedade Polis, na ria Formosa, apresentados por PCP, PS e BE acabaram chumbados pelo PSD e CDS-PP.

"É um crime e uma injustiça. Tal como aconteceu na Armona e na zona desafetada da praia de Faro e Farol, faz todo o sentido que o Governo arranje uma solução para os Hangares, Farol e Culatra, cujas construções são da mesma altura", referiu ao CM Sílvia Padinha, dirigente da Associação de Moradores da Culatra. Feliciano Júlio, da Associação de Moradores do Farol, disse que já esperava "o chumbo".

Mas a contestação promete não ficar por aqui: o presidente da Câmara de Olhão, António Pina (PS) – que mobilizou 10 autocarros para levar os moradores até Lisboa – já dirigiu um protesto, em carta aberta, ao ministro do Ambiente. E a Câmara de Faro dirigida por Rogério Bacalhau (PSD) deliberou em reunião de câmara comunicar à Sociedade Polis a vontade da suspensão imediata das demolições, devido à "perigosidade para o ambiente e saúde pública".

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