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Correio da Manhã

Portugal
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Muro na Marginal em Cascais com "situações pontuais de degradação"

A Infraestruturas de Portugal garante que a muralha em questão "não suporta diretamente a Estrada Marginal, cuja plataforma rodoviária assenta num maciço rochoso calcário que mantém a sua integridade".
Lusa 19 de Novembro de 2019 às 14:24
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
Degradação do paredão na Avenida Marginal
A Infraestruturas de Portugal disse esta terça-feira que foram detetadas "situações pontuais de degradação" da muralha junto ao troço da Avenida Marginal entre São Pedro do Estoril e Parede, no sentido Cascais-Lisboa, onde o trânsito está condicionado.

Em comunicado, a IP explica que naquela zona da Avenida Marginal foram detetadas "situações pontuais de degradação da muralha da orla costeira, que decorrem da abrasão marítima, eventualmente agravadas pelas marés das ultimas semanas".

A IP garantiu que a muralha em questão "não suporta diretamente a Estrada Marginal, cuja plataforma rodoviária assenta num maciço rochoso calcário que mantém a sua integridade".

"As situações observadas na muralha costeira têm vindo a ser objeto de monitorização periódica pela IP na medida em que a evolução da erosão desta muralha poderia a prazo impactar no muro de proteção da EN6 [Avenida Marginal] que, este sim, é da responsabilidade da IP", refere o comunicado.

Segundo o documento, a IP reuniu, anteriormente, com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a Câmara Municipal de Cascais tendo em conta a questão, tendo sido acordadas as propostas de intervenção.

A IP avança ainda que foi assumido pelo município de Cascais a intervenção na muralha da orla costeira, assegurando que a intervenção maior deverá ser efetuada pela IP no muro de proteção da N6, obra já com projeto elaborado e a executar no próximo ano.

O presidente da Câmara de Cascais disse esta feira-feira à Lusa que a obra de contenção de risco do muro, entre a rotunda de São Pedro do Estoril e o cruzamento da Parede, começa na quarta-feira, durando entre quatro e cinco dias.

Carlos Carreiras (PSD) explicou que já esta manhã esteve no local para se inteirar da situação, avançando que a Marginal irá ser alvo de dois tipos de intervenção, mas que na quarta-feira terá início a obra de emergência.

"A obra que se irá realizar de imediato, que começa amanhã, quarta-feira, é uma obra de emergência, de contenção de riscos, embora haja muitos fatores que não se controlam, como o estado do mar e as condições climatéricas. Mas é uma obra que durará quatro a cinco dias, com um valor que estimamos, neste momento, em cerca de 150 mil euros", explicou.

A outra intervenção na Avenida Marginal (Estrada Nacional 6) já estava a ser "planeada e trabalhada" numa colaboração entre a autarquia, a Infraestruturas de Portugal e a Agência Portuguesa do Ambiente.

"É uma obra estrutural estimada em dois milhões de euros, mas ainda precisa de um conjunto de procedimentos. Já tem projeto, vai ser lançado concurso público, depois tem de ter o visto do Tribunal de Contas. É uma obra que demorará mais algum tempo", acrescentou o autarca.

A circulação rodoviária na via da direita da Avenida Marginal no sentido Cascais-Lisboa esteve encerrada, entre a rotunda de São Pedro e o cruzamento da Parede, devido à degradação do muro, anunciou na segunda-feira a Câmara Municipal de Cascais.

"A decisão da Câmara Municipal de Cascais deve-se ao estado de degradação do muro (paredão) que serve de contenção à Estrada Nacional 6, ao longo de uma extensão de mais de 300 metros", referiu a autarquia em comunicado.

Esta terça-feira, o autarca reconheceu que o trânsito "está condicionado, mas está a fluir bastante bem a via do lado esquerdo", pois a única via condicionada é a do lado direito (que fica mais próxima ao mar).

Segundo Carlos Carreiras, a obra estrutural prevê "uma área de grande extensão".

"Conhecendo os procedimentos legais e o tempo que demoram, acredito que só poderemos começar no próximo ano", frisou.

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