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Correio da Manhã

Portugal
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Não dou opiniões aos juízes

“Até um cavalo conseguimos pô-lo a dizer com as patas o resultado de 2 3”, diz Mitchell Eisen, quando se lhe pergunta se os depoimentos de crianças abusadas sexualmente são manipuláveis numa investigação.
1 de Abril de 2006 às 00:00
O que o perito americano, professor de Psicologia na Universidade da Califórnia, director de Psicologia Forense e consultor do Ministério Público – que se encontra no Porto a participar no Simpósio Aquém e Além do Cérebro –, sublinha é que uma denúncia de uma criança molestada é para ser encarada com muita seriedade, sem pré-julgamentos, e os depoimentos devem ser preservados de ‘contaminação’ externa.
“Em Tribunal, eu não dou opiniões, limito-me a dar informações do estado actual da ciência, de modo a que outros possam contextualizar os depoimentos.” Mitchell Eisen estudou em pormenor a “sugestibilidade”, ou seja, como fazer aceitar uma falsa informação após um acontecimento, mas concluiu que, quando se trata de casos sexuais, a resistência das crianças aos “implantes” é maior.
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