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Correio da Manhã

Portugal
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Não há dinheiro para os barretes

Os militares da GNR têm de desembolsar 25 euros para comprar o novo barrete de serviço, que o comando-geral quer introduzir, até final do ano, em todo o dispositivo da Guarda. A única comparticipação que irão ter para a compra são os cinco euros que recebem, todos os meses, como subsídio de fardamento, e que serve para compra de novos artigos e melhorias em toda a farda.
13 de Janeiro de 2005 às 00:00
A decisão de substituir o tradicional ‘decalitro’ (barrete com décadas na história da GNR), por um boné de pala, mais prático, começou a desenhar-se em princípios de 2000. O objectivo foi o de reforçar a operacionalidade dos militares em serviços de patrulha, evitando-lhes o embaraço de serem obrigados a andar com um chapéu que não se ajusta à cabeça.
Um protótipo foi apresentado ao comandante-geral da GNR, tenente-general Mourato Nunes, que decidiu integrá-lo no Projecto de Uniformes, tornando-o obrigatório para todos os militares do dispositivo da Guarda.
No entanto, adquiridos os novos barretes, o Comando-Geral da GNR, através de uma ordem de serviço interna, enviada a todas as unidades da Guarda, e assinada pelo chefe de Estado-Maior da GNR, major-general Rui Teixeira, deliberou que os militares teriam de pagar, com o seu próprio dinheiro, a aquisição do novo barrete.
Durante o período transitório, que vai de Janeiro a Julho de 2005, todos os comandantes das unidades da GNR estão encarregues de assegurar que os militares passem a usar o novo chapéu, que tem um custo de 25 euros.
Para a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), esta é uma “ordem abusiva do comando da GNR”. “Os militares não são aumentados há dois anos, e para além disso ainda têm de pagar a própria farda, com um subsídio de fardamento de cinco euros”, salientou José Manageiro, presidente da APG.
Por seu turno, fonte do Comando-Geral da GNR assegurou ao CM que “os militares irão adquirir o barrete a um preço mais reduzido”.
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