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Correio da Manhã

Portugal
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“Não me matem”: Vítimas contam horror às mãos de gang que torturava idosos para os roubar

Arguidos permaneceram em silêncio no tribunal.
Isabel Jordão 1 de Outubro de 2019 às 01:30
Fábio Monteiro é um dos três arguidos que estão em prisão preventiva
Armindo Monteiro ficou em silêncio, bem como os outros arguidos
Fábio Monteiro é um dos três arguidos que estão em prisão preventiva
Armindo Monteiro ficou em silêncio, bem como os outros arguidos
Fábio Monteiro é um dos três arguidos que estão em prisão preventiva
Armindo Monteiro ficou em silêncio, bem como os outros arguidos
O julgamento do gang violento que sequestrou e torturou idosos para os roubar, o ano passado, começou ontem no Tribunal de Leiria, com os depoimentos de quatro vítimas, entre 77 e 86 anos, que descreveram o horror que passaram às mãos dos ladrões. Os cinco arguidos estão a ser julgados por roubo e sequestro, agravados, devido a uma morte. Não prestaram declarações.

Maria Amélia mora em Leiria e descreveu os murros que levou nas costas, cabeça e peito, "sempre de joelhos", até dizer onde estava o ouro e o dinheiro, perante o olhar horrorizado do marido, que estava amarrado na cama. O homem nunca recuperou do choque e morreu meses depois. "Eu só dizia não me matem, quero viver mais", disse. O casal Dionísio e Maria da Glória, de Coimbra, também foi surpreendido em casa, em Coimbra, de noite. Foram sequestrados, amarrados e agredidos, mesmo não tendo resistido.

Manuel Lopes, de Pombal, viúvo de Alzira Lopes, disse que o amarraram de cabeça para baixo com o fio do telefone e o esmurraram "vezes sem conta". A mulher viria a morrer em consequência das agressões.
Tribunal de Leiria Manuel Lopes Leiria Coimbra crime lei e justiça
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