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Correio da Manhã

Portugal
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"Não desviei um euro que seja"

Loureiro admite faturação desatempada.
Manuel Jorge Bento 27 de Março de 2015 às 08:12
Major Valentim Loureiro liderou o executivo da Câmara de Gondomar entre 1993 e 2013
Major Valentim Loureiro liderou o executivo da Câmara de Gondomar entre 1993 e 2013 FOTO: Sónia Caldas
A Câmara de Gondomar vai recorrer para o Supremo da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto que condenou a autarquia a devolver 6,2 milhões de euros por uso indevido de fundos europeus na construção da ETAR do rio Ferreira. Valentim Loureiro, o ex- -autarca, nega responsabilidades individuais: "Não houve desvio de um euro que seja."

"Quem conferiu as faturas e deu as ordens de pagamento não fui eu pessoalmente, o que não implica que não tenha de assumir responsabilidade política por alguma irregularidade enquanto fui presidente da câmara", diz ao CM Valentim Loureiro. "Nunca tive nada a ver com faturas", garantiu. O ex-aumajor indica que "a obra era liderada pelos SMAS", cujos administradores foram chamados ao Ministério Público. "Nunca houve indício de crime e o processo foi encerrado", frisa.

Valentim Loureiro explica que foi usado o sistema de factoring (créditos de curto prazo) e que "terá havido da parte de quem fez a obra [Somague] algum procedimento desatempado que levou os peritos a considerarem que tenha havido pagamentos irregulares". "Mas a obra está feita e foi paga", salienta.

Ao todo, incluindo juros e custas, a autarquia terá de pagar 11 milhões. Além do recurso, a câmara pedirá ao Ministério Público o apuramento de responsabilidades civis e criminais.

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