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Correio da Manhã

Portugal
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Narcotraficantes brasileiros evadidos podem ser extraditados

Durou cerca de uma hora a audição dos dois narcotraficantes brasileiros há 58 dias evadidos quando se abriram as portas da carrinha celular que os transportava para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, e que depois a Polícia Judiciária deteve na Apúlia, Esposende. A audiência decorreu esta manhã no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa e, no final, os dois arguidos foram transportados, em duas viaturas da PJ, para a cadeia de alta segurança de Monsanto.
11 de Março de 2011 às 12:53
Os dois arguidos fugiram da carrinha celular à porta do DCIAP, em Lisboa
Os dois arguidos fugiram da carrinha celular à porta do DCIAP, em Lisboa FOTO: Pedro Catarino / Correio da Manhã

O advogado que os representa, João Martins Leitão, afirmou ao CM "que eles foram ouvidos no âmbito da evasão" da carrinha celular e não no âmbito da apreensão de duas toneladas de cocaína. Estes dois arguidos fazem parte de um grupo de cinco cidadãos brasileiros que se encontram detidos no nosso País.

Segundo o mesmo advogado, "existe a possibilidade de os dois arguidos serem extraditados". Não se sabe é se conseguem a extradição, cujo pedido pode ser feito quer pelos próprios, quer pelas autoridades brasileiras dado que, segundo João Martins Leitão, "a génese dos factos que lhes são imputados teve origem no Brasil".

Questionado pelo CM se já manifestou esse pedido de extradição, o advogado disse que ainda não mas que na próxima semana se irá encontrar com os seus constituintes para "escalpelizar" o caso. O advogado expressão o desejo de que este processo seja célere para que não sejam dilatados os prazos que a justiça concede.

Táfico de droga Apúlia João Martins Leitão
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