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Natalie ainda em risco

Natalie Zelenkova, a menina checa de quatro anos que anteontem sofreu lesões muito graves na zona da virilha num acidente ocorrido a bordo do iate da família, junto à praia dos Caneiros, Lagoa, continuava ontem internada na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do Hospital D. Estefânia, sendo o seu prognóstico reservado.
29 de Setembro de 2006 às 00:00
O acidente deu-se a bordo do catamarã da família da menina
O acidente deu-se a bordo do catamarã da família da menina FOTO: José Carlos Campos
Segundo informação veiculada ao Correio da Manhã pelo director clínico daquele estabelecimento de saúde, Rosado Pinto, a criança, que ali deu entrada às 21h00, depois de ter sido assistida no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), em Portimão, foi estabilizada e “submetida a uma intervenção cirúrgica ainda durante a noite”.
A operação prolongou-se por quatro horas (entre as duas e as seis da madrugada de ontem), constatando-se, além de lesões que afectam a perna, as regiões inguinal, abdominal e nadegueira, “a existência de ruptura no recto”, revelou o mesmo responsável.
Ao fim da manhã de ontem, entre as 12h00 e as 13h00, Natalie voltou a ser operada, desta vez a “uma fractura do fémur direito”.
“Ambas as intervenções decorreram sem problemas”, assegurou o director clínico, que frisou, no entanto, ser ainda “reservado” o prognóstico sobre a evolução do estado de Natalie.
Tal como o CM noticiou, a menina estava com os pais a bordo do catamarã ‘Sarah’, de bandeira checa, quando foi atingida pelo bote do veleiro, que estava a ser preparado pela tripulação para dar um passeio até à praia, situada a cerca de 500 metros de distância.
Natalie, ficou com “a zona da virilha aberta de lado a lado e a perder imenso sangue”, de acordo com testemunhas. Não chegou, no entanto, a correr risco de amputação, facto confirmado ao CM pelo director do CHBA, Luís Batalau, que garantiu terem ficado “intactos” os principais vasos sanguíneos da zona afectada. Ainda assim, frisou, “ela correu risco de vida e chegou ao hospital de Portimão em estado de pré-choque devido ao sangue que perdeu”.
O comandante da Capitania do Porto de Portimão, Marques Pereira, que vai abrir um inquérito para se apurar ao certo o que aconteceu, esclareceu que “a ondulação que se verificava na zona poderá ter contribuído para o acidente”. “A menina deve ter sido entalada entre o iate e o respectivo bote de apoio, o qual, aliás, se virou na altura devido a uma onda mais forte”, disse.
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