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Um grupo de investidores holandeses, ligados à filosofia naturista, esteve recentemente em Portugal à procura de um terreno onde pudesse implantar um centro de férias do movimento, vocacionado para dar resposta a milhares de pedidos de naturistas europeus. Em duas semanas contactaram com diversas entidades, entre autarquias e entidades ligadas ao turismo, que acolheram a ideia, mas, no último momento, os entraves foram mais fortes e a derradeira resposta seria negativa.
Laurindo Correia, presidente da Federação Portuguesa de Naturismo, que acompanhou os potenciais investidores, adianta ao CM que "tudo estava muito bem encaminhado até que uma arquitecta da Câmara de Grândola lhes disse taxativamente que não havia qualquer hipótese de conseguirem instalar-se no concelho, não apontando qualquer alternativa". O naturista fala mesmo em "hipocrisia" e diz que "Portugal está a perder uma excelente oportunidade para diversificar o turismo, algo que a Espanha agarrou com todo o entusiasmo, sendo hoje um dos países da Europa com maior número de centros naturistas".
Os holandeses, que tomaram conhecimento das potencialidades portuguesas (bom clima e inexistência de estruturas com capacidade de resposta) através de um ‘dossier’ publicado num jornal de economia, fizeram vários estudos de viabilidade, nomeadamente um inquérito na Internet, que foi "altamente favorável a Portugal como destino de férias".
Em Março último, os investidores chegaram à Costa Alentejana e apaixonaram-se. Depois de uma “nega” de Sines, a Câmara de Grândola foi receptiva à ideia, chegando mesmo a apontar-se como possível uma faixa de terreno junto ao Parque de Campismo da Costa da Galé, perto da praia de Melides.
"Com a forma como foram recebidos pela arquitecta, designada pela presidência da autarquia para encaminhar o projecto, os holandeses ficaram com uma péssima impressão, achando o volte-face de opinião muito estranho", aponta Laurindo Correia, que acrescenta: "No entanto, eles não estão dispostos a desistir e em breve vêm por seis meses para fazerem uma nova busca."
O CM contactou com a Câmara de Grândola, para perceber o que tinha motivado a alteração no acolhimento do projecto, ao que o autarca Carlos Beato adiantou: "Nunca me entusiasmei muito com a ideia, mas não queria estar a desiludir os promotores, pelo que pedi mais elementos e entreguei o projecto aos serviços de planeamento urbanístico e de turismo." O presidente afiança que "o ritmo de desenvolvimento na Costa Vicentina é de tal grandeza, com variados projectos de grande dimensão em curso, nomeadamente dos grupos Sonae, Pestana e Atlantic, que é impossível estar a dar resposta a projectos únicos de uma escala menor".
O que é certo é que Grândola não deverá ser o destino final dos naturistas estrangeiros que "enviam milhares de pedidos de informação acerca de locais onde possam vir passar férias", refere Laurindo Correia, que não lhes pode dar resposta, "porque apenas temos dois parques de campismo, um em Oliveira do Hospital, outro no Algarve, com capacidade total para menos de uma centena de pedidos".
ACABAOU O ‘PARAÍSO’ EM ARGANIL
Quando há cerca de dois anos "estourou" a polémica quanto à criação de um parque de campismo naturista na aldeia de Andorinha, Oliveira do Hospital, promovido por um casal de holandeses, a câmara vizinha de Arganil tomou uma posição pública, defendendo a ideia e anunciando que "caso esta não avance, o concelho está disposto a receber o projecto". Neste espaço de tempo, a autarquia parece ter mudado de opinião e o projecto do centro naturista "Paraíso do Alva", junto à Barragem das Fronhas, foi esquecido.
Quando o Clube Naturista do Centro encetou contactos com a autarquia para instalar o centro, aproveitando o entusiasmo da altura, "tudo correu muito bem, faltando apenas desbloquear um terreno particular", refere Laurindo Correia, líder do CNC e da Federação Portuguesa de Naturismo. No final do ano passado, estranhando o silêncio da autarquia, o Clube enviou "duas cartas pedindo explicações e referindo que, caso não houvesse interesse, se partiria para outra localização. Nenhuma obteve resposta até hoje", refere o responsável. "Para nós esta é uma forma muito indelicada de lidar com as coisas", acrescenta.
O CM procurou contactar com os responsáveis da autarquia, mas ao longo de dois dias não foi possível chegar à fala com o presidente ou com o vereador do turismo.
O Clube Naturista do Centro "vai tentar dar resposta às expectativas dos associados, procurando um outro terreno, preferencialmente no Alentejo". No entanto, a desistência de Arganil vai provocar "um retrocesso de vários anos", isto porque, sem apoios autárquicos, o Centro "fica muito limitado na aquisição de um terreno, que tem que ter determinadas condições, nomeadamente de privacidade, e que não pode ser muito caro", aponta.
CRUZEIRO NUDISTA
O 1.º Grande Cruzeiro Naturista do Mediterrâneo, a bordo do luxuoso “Bolero”, vai ter lugar em Junho do próximo ano e as inscrições já estão abertas. A organização, a cargo da Associação Naturista de EusKadi (País Basco) e da Viajes Gheisa, conta levar 900 pessoas amantes do nudismo para ver Ibiza, Córsega, Sardenha, Roma, Marselha e Barcelona.
CIDADE NATURISTA
No Sul de Espanha, a cidade de Vera, em Almeria, é um “paraíso” para os naturistas de todo o mundo. Depois do sucesso da estância (praia, hotel e parque de campismo), os promotores de Vera Natura estão agora a vender apartamentos de férias e residências fixas, em condomínios fechados, para os naturistas.
DESTINOS
Espanha e França são actualmente os destinos por excelência para os praticantes de naturismo. Depois do declínio da Europa de Leste, estes dois países souberam captar estes turistas (com rendimentos acima da média) e hoje têm, em conjunto, mais de duas centenas de locais próprios.
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