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Correio da Manhã

Portugal
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Navalhadas deixam homem desfigurado

Uma cena de facadas e pancadaria, na madrugada de domingo, que provocou sete feridos, adensou o clima de medo e de terror que, nos últimos meses, se tem vivido nos bairros junto à Estação dos Caminhos de Ferro de Vila Nova de Famalicão.
29 de Novembro de 2005 às 00:00
Cena de pancadaria e facadas à porta do restaurante Dragão gera onda de pânico em calendário
Cena de pancadaria e facadas à porta do restaurante Dragão gera onda de pânico em calendário FOTO: Sérgio Freitas
Na última rixa, um grupo de indivíduos de etnia cigana atacou violentamente os donos e funcionários do restaurante Dragão.
O dono, o ferido mais grave, ficou com a cara praticamente desfeita, a golpes de facada, tendo sido transportado para o Hospital de S. João, no Porto, onde se mantém internado “em estado grave, mas estável”.
Fonte hospitalar revelou ao CM que a vítima “sofreu lesões na cabeça e rosto e, provavelmente, terá de ser sujeito a uma cirurgia plástica”.
Os restantes feridos, incluindo a esposa do proprietário, que sofreu um golpe nas costas, e alguns funcionários do restaurante, foram assistidos no Hospital de Vila Nova de Famalicão, mas tiveram alta no mesmo dia.
Quando se deram conta da gravidade dos ferimentos, os indivíduos de etnia cigana colocaram-se em fuga e nunca mais foram vistos.
No local do crime, foi encontrada uma arma de fogo com munições, mas tudo indica que não tenha havido qualquer troca de tiros.
Os motivos que terão estado na origem dos desacatos continuam por apurar, mas segundo fonte policial “deverá ter havido algum álcool à mistura”.
Segundo a mesma fonte “não é a primeira vez que ocorrem desavenças nesta zona considerada problemática, mas desta vez o rescaldo da violência foi mais grave”.
De resto, comerciantes e moradores da zona mostravam-se ontem assustados com a situação, temendo ser os próximos alvos da violência.
“Desta vez foi no ‘Dragão’, mas podia ter sido no meu estabelecimento. Ninguém está a salvo”, revelou um comerciante, sublinhando que “os assaltos são diários, sobretudo a viaturas, mas ninguém faz nada com receio de represálias”.
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