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Correio da Manhã

Portugal
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NEGA A PORTUGUÊS

Ao contrário dos anos anteriores, foram negativas as médias de classificação nas provas de Português realizadas na 2.ª fase de exames do 12.º ano. Os examinandos ficaram-se pelos 9,7 valores a Português A e 9 a Português B.
2 de Agosto de 2004 às 00:00
A melhor nota foi obtida na prova de Teoria do Design, tal como sucedera na 1.ª fase
A melhor nota foi obtida na prova de Teoria do Design, tal como sucedera na 1.ª fase FOTO: Bruno Raposo
Dados divulgados pelo Ministério da Educação permitem concluir que as notas baixaram em 12 das 21 disciplinas do Ensino Secundário com maior número de alunos internos inscritos, subiram em oito e numa delas - Desenho e Geometria Descritiva B - não houve alterações.
O maior desastre verificou-se na disciplina de Desenho e Geometria Descritiva A: a média, que fora de 12 valores em 2003, caiu para 8,7 (menos 3,3 valores). Quase da mesma ordem foi o 'tombo' em Química, com uma média de classificação de 8,3 valores, ou seja, menos 2,5 em relação a 2003. A terceira disciplina com maior diferença negativa (1,2) foi Geologia.
Independentemente da variação, a pior nota coube a Física - 6,2 valores considerando apenas os alunos internos (5,3 incluindo os externos), um "resultado consistente com anos anteriores", assinala a presidente do Júri Nacional de Exames, Elvira Reste Florindo. Seguem-se, nesta pouco honrosa lista, Matemática e Alemão, com 6,8 valores.
Em comunicado, Elvira Florindo sublinha que "o número de provas com classificação de exame superior a 95 pontos [9,5 valores] é de 12, o que se mostra consistente com os resultados dos anos anteriores".
AS MELHORES
A prova de Teoria do Design distinguiu-se com a média mais alta - 13,8 valores. Mas, além daquela, só em cinco outras disciplinas as classificações foram iguais ou superiores a 10: Filosofia, História da Arte, Materiais e Técnicas de Expressão Plástica (MTEP), Psicologia e Sociologia.
O desempenho na 2.ª fase de 2004 melhorou nas provas de Filosofia (mais 0,1 valores), História (mais 0,3, embora a média permaneça negativa), História de Arte (mais 1,2), Introdução ao Direito (2,2) Psicologia (0,5), Sociologia (1,4), Teoria do Design (1,7) e, de modo significativo, Francês (2,5).
"PROVAS NÃO ERAM DIFÍCEIS"
O mau desempenho dos estudantes nas provas de Português da 2.ª fase não pode ser imputado à dificuldade das mesmas, considerou Edviges Ferreira, dirigente da Associação de Professores de Português.
"A prova de Português B foi ligeiramente mais complexa do que a da 1.ª fase [média de 10,1 valores], mas apenas no que respeitava ao primeiro grupo. Os outros eram acessíveis", afirmou Edviges Ferreira. Sem vincular a associação a que pertence, a mesma professora disse pensar que a média negativa nas duas provas de Português resulta antes de os alunos não terem tido tempo para preparar-se devidamente. Edviges Ferreira lembrou que "aqueles que reprovaram na 1.ª fase só dispuseram de três dias para rever a matéria". A 2.ª fase dos exames realizou-se no mês de Julho pela primeira vez este ano. Era em Setembro.
À LUPA
COMPARAÇÃO
As médias dos exames de Português A e B realizados na 1.ª fase foram de 10,5 e 10,1 valores, respectivamente, ou seja, superiores em 0,8 e 1,1 valores aos resultados da 2.ª.
PIORES REPETEM-SE
Tal como na 1.ª fase, as disciplinas de Alemão e Matemática distinguiram-se pela negativa, com as médias mais baixas. Física fez a diferença: na 1.ª fase a média foi de 8,9 e na 2.ª desceu a 6,2 valores.
INSCRIÇÕES
Das 113.496 inscrições para exames da 2.ª fase realizaram-se 95.856 provas, que correspondem a 80 por cento do total. Matemática foi a disciplina com maior número de inscritos – 22.913.
FALTAS
O maior número de faltas verificou-se na disciplina de Desenho e Geometria Descritiva B.
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