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Correio da Manhã

Portugal
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Nega intenção de matar mulher

"Nunca quis matar a minha companheira. Peguei na arma por causa do irmão dela, que me deve dinheiro, e ao virar-me a pistola disparou. Foi um acidente. Não estávamos a discutir, nem tive intenção de lhe fazer mal". É com estas palavras que Filipe Meireles, que responde pela acusação de homicídio qualificado da mulher de 28 anos, baleada na face em Junho de 2008 no quarto do casal, em Lustosa, Lousada, sustentou ontem, perante o colectivo de juízes, a tese de acidente.
6 de Janeiro de 2010 às 00:30
Filipe Meireles responde por homicídio qualificado, punível até 25 anos de cadeia
Filipe Meireles responde por homicídio qualificado, punível até 25 anos de cadeia FOTO: Alexandre Panda

Enquanto a acusação não tem dúvidas de que Filipe – em liberdade depois de terem esgotado os prazos da prisão preventiva – quis matar a mulher, com quem estava a ter uma violenta discussão, o arguido tentou demonstrar que cometeu apenas um crime de negligência. Filipe disse ao tribunal que o casal estava a falar calmamente de uma dívida de 800 euros que o irmão da vítima tinha. "Peguei na arma, que estava por cima do guarda-fatos, para ir ter com o irmão dela. Queria assustá--lo e obrigá-lo a pagar o que me deve. Ao virar-me, não sei de que forma, a arma disparou. Não foi de propósito", garantiu.

A juíza-presidente confrontou o arguido com o facto de, na noite de 12 de Junho de 2008, ter dado a entender aos vizinhos que a mulher se tinha suicidado. Filipe respondeu que tinha medo da família da mulher. "São agressivos", justificou. Sobre o facto de ter atirado a arma pela janela depois do disparo, Filipe Meireles afirmou que estava em pânico.

Refira-se, ainda, que os filhos do casal foram entregues aos cuidados do avó paterno, onde são visitados pelo pai. O julgamento continua dia 26 de Janeiro.

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