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NEGÓCIO ACABA EM MORTE

Um toxicodepente de 32 anos frequentador diário do bairro da Cova da Moura, Buraca, Amadora, foi anteontem à tarde agredido à facada numa rua daquele bairro, vindo a falecer no Hospital Amadora-Sintra.

03 de outubro de 2003 às 00:00

Suspeita-se que a vítima – só ontem totalmente identificada pelas autoridades – estaria a participar num ‘negócio’ de droga que correu, obviamente, mal.

Segundo apurou o Correio da Manhã, tudo se passou pelas 14h00 no final da rua do Outeiro. Populares que passavam junto ao local foram alertados pelos gritos aflitivos de um homem.

Encontraram a vítima prostrada no chão de terra e a sangrar abundantemente da perna direita, junto à nádega, local onde foi agredido com uma facada por um homem ainda não identificado.

Assim que um carro-patrulha da esquadra da PSP de Alfragide chegou ao local, os seus elementos rapidamente mobilizaram meios do INEM e dos Bombeiros da Amadora para socorrer a vítima.

Segundo populares, o homem ainda conseguiu dizer às autoridades presentes que se chamava Nuno e que tinha sido esfaqueado por um indivíduo negro com aproximadamente 40 anos de idade.

O toxicodependente foi estabilizado pelos socorristas e transportado de emergência ao Hospital Amadora-Sintra, onde entrou pelas 14h30. Foi directo para a reanimação e submetido a uma intervenção cirúrgica.

Acabou por não resistir aos ferimentos e morreu, às 16h40, no bloco operatório.

Na altura, a PSP não conseguiu identificar cabalmente a vítima, o que a PJ fez durante o dia de ontem.

INVESTIGADORES LEVARAM FACA

Segundo adiantou ao CM fonte policial, o crime deverá ter ocorrido devido a desavenças no decorrer de um negócio de compra e venda de droga. A vítima estaria a comprar mas desentendeu-se com o vendedor, que será o agressor, um negro de cerca de 40 anos. Na origem da desavença poderão estar dívidas. A PJ investiga o caso e esteve ontem no bairro da Cova da Moura, tendo levado para análises laboratoriais uma de duas facas descobertas no sítio onde a vítima foi encontrada. No local do crime estavam ainda diversos objectos (como uma mochila) e peças de roupa, ainda ensaguentadas, pertencentes à vítima. O agressor permanece por identificar. Segundo a Polícia, estar-se-á perante um crime de ofensas corporais graves agravadas pelo resultado, a morte da vítima. A moldura penal é igual ao crime de homicídio.

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