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Correio da Manhã

Portugal
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“Nem os mortos têm sossego”

A população de Ul, Oliveira de Azeméis, está indignada com o mais recente assalto ao cemitério local. Durante o fim-de-semana de Natal, várias imagens de metal e candeeiros foram furtados das campas, algo que, não sendo inédito neste cemitério, também não deixa ninguém indiferente.

27 de Dezembro de 2011 às 01:00
Várias imagens de metal e candeeiros foram furtadas das campas, durante o último fim-de-semana
Várias imagens de metal e candeeiros foram furtadas das campas, durante o último fim-de-semana FOTO: Francisco Manuel

"Já é a quarta vez em apenas um ano. Ninguém apanha os ladrões e as pessoas começam a ficar aflitas", explica Rosa Soares, que também já viu a campa dos seus familiares ser alvo dos ladrões. "É uma vergonha quando já nem sequer os mortos se respeita", afirma.

"Ficámos desolados com a falta de respeito para com os nossos entes queridos, que nem mortos têm sossego. Tem sido uma razia a que nem o busto do padre António Maria Domingues da Fonseca escapou", afirma a amiga Conceição Soares. "Alguém tem de fazer alguma coisa, porque além da profanação do local sagrado, também está em causa aquilo que muitas pessoas compram com muitos sacrifícios, para homenagear aqueles que já partiram", acrescenta.

Os furtos nos cemitérios aumentaram no último mês, altura em que pararam os roubos dos bustos, e são uma prioridade da investigação da GNR, que acredita tratar-se dos mesmos assaltantes.

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