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Correio da Manhã

Portugal
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Ninguém conhece praxada

A comunidade académica de Bragança está estupefacta com a denúncia do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, de que um aluna foi vítima de praxe humilhante. O director do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e a associação de estudantes não sabem de nada.
7 de Novembro de 2005 às 00:00
Praxes continuam a ser fonte de polémicas fortes
Praxes continuam a ser fonte de polémicas fortes FOTO: Natália Ferraz
“Desde sexta, quando soube da denúncia [feita pelo ministro numa entrevista], não fiz outra coisa que não seja contactar e reunir com as comissões de praxe para indagar de onde possa vir a denúncia”, diz Carlos Alendouro, presidente da associação de estudantes. “Foi tudo esmiuçado e não descobrimos nada.”
Dionísio Gonçalves, director do IPB, revelou à rádio Bragança RBA ter ficado surpreendido com a declaração do ministro porque nunca como agora houve tanto controlo sobre as praxes. “Não tivemos nenhuma queixa e não existe nenhuma razão para a aluna em causa, que não sei quem é, abandonar a escola. Aqui damos-lhe toda a protecção.” Criticou depois a forma como Mariano Gago contou o assunto na praça pública “sem se dignar falar com alguém da instituição”.
Alendouro jura que o código de praxe aprovado há dois anos é cumprido e que a associação de estudantes reuniu antes das praxes “para não se registarem problemas”.
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