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Correio da Manhã

Portugal
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“Ninguém dorme de porta aberta”

Na memória da população de Ferreira do Alentejo estão ainda bem vivos os últimos dois roubos na vila, um dos quais com violência. Foi no dia 11 de Outubro que três encapuzados entraram armados com caçadeiras e um revólver na ourivesaria Central. Ameaçaram o proprietário e ‘limparam’ o ouro. Um mês depois, um homem de 43 anos, residente na vila e ligado ao tráfico e consumo de droga, assaltou um banco. Levou três mil euros. Uma hora depois foi detido.
5 de Dezembro de 2012 às 01:00
CRIME, FERREIRA DO ALENTEJO
CRIME, FERREIRA DO ALENTEJO

"São casos pontuais, mas têm tendência a aumentar. Algumas pessoas estão desesperadas devido à crise. Outras estão relacionadas com criminosos", referiu um comerciante da vila.

Mas para a população e autarcas são os assaltos em residências e montes isolados que mais preocupam. "Já ninguém dorme de porta aberta. As pessoas estão mais vigilantes porque temem o aumento dos assaltos", disse José Matos, da junta de freguesia local. A GNR, que em 2008 deslocou o posto da vila para uma aldeia a dez quilómetros, refere que a localidade tem merecido "especial atenção por ser propícia à ocorrência de ilícitos contra o património". A maioria furtos de cobre.

DISCURSO DIRECTO

"POSTO DA GNR TEM DE VOLTAR PARA A VILA": José Matos, secretário da Junta de Ferreira

Correio da Manhã – A vila de Ferreira do Alentejo é segura?

José Matos – Foram registados agora dois crimes mais violentos. Mas são situações pontuais. Há mais furtos em residências e montes isolados. Mas, por enquanto, não vivemos num clima de insegurança.

– Não teme o aumento do número de assaltos ?

– Acredito que com a crise possam haver mais ocorrências. As pessoas já têm mais cuidado e estão vigilantes.

– Há policiamento suficiente?

– É necessário um policiamento mais efectivo da GNR. Nota-se a falta de militares na rua. Mas a situação que nos preocupa é o facto de a vila não ter um posto da GNR. Há quatro anos, o efectivo foi transferido provisoriamente para o posto da ex-brigada fiscal, em Figueira de Cavaleiros.

– Mas tornou-se uma medida definitiva?

– Há um terreno cedido pela câmara. O posto da GNR tem de voltar para a vila.

CRIME FERREIRA DO ALENTEJO
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