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Correio da Manhã

Portugal
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No Name Boys: Actos eram “bem programados”

A PSP adiantou esta segunda-feira que os actos violentos atribuídos a elementos da claque “No Name Boys” foram “muito bem preparados” e não meras acções pontuais. Os 30 detidos da claque benfiquista são suspeitos de associação criminosa, tráfico de armas e de droga, ofensas à integridade física qualificada, roubo, incêndio, explosões e outras condutas perigosas.
17 de Novembro de 2008 às 19:44
No Name Boys: Actos eram “bem programados”
No Name Boys: Actos eram “bem programados” FOTO: d.r.

O subintendente Dário Prates especificou que a preparação dos crimes, “alguns altamente violentos”, incluía, por exemplo, a vigilância de locais e de pessoas durante longos períodos de tempo.

Dos detidos, quatro foram ouvidos esta manhã do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), tendo três saído em liberdade e o quarto conduzido ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC), onde outros elementos dos “No Name Boys” continuam a ser ouvidos. Dez já foram libertados sujeitos à medida de coacção de termo de identidade e residência.

Segundo as autoridades, a droga era usada para pagar os ingressos nos jogos do Benfica e para pagar viagens. Durante as buscas realizadas à casas dos suspeitos, a PSP apreendeu também seis viaturas e cerca de 15.300 euros em dinheiro. 

DESACATOS À PORTA DO TIC

Cerca de uma dezena de conhecidos dos elementos da claque No Name Boys que estão a ser ouvidos no TIC de Lisboa agrediram jornalistas e provocaram distúrbios junto à entrada destas instalações. No meio da confusão, os jornalistas foram impedidos de filmar e um polícia que tentou intervir acabou por ficar ligeiramente ferido na cabeça.   

Doze dos 29 elementos da claque benfiquista No Name Boys começaram a ser ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa a partir das 14h00, apurou o 'Correio da Manhã' junto de fontes judiciais. 

Outros quatro detidos por indicios de tráfico de droga, ofensas à integridade física e posse ilegal de armas estiveram a ser ouvidos desde as 10h30 por um procurador no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP). No entanto, estas quatro pessoas deverão ser libertadas após a audição, apurou o 'CM' junto de fonte próxima do processo.

Durante o dia de ontem, domingo, a PSP realizou dezenas de buscas a residências e instalações da claque benfiquista No Name Boys, tendo detido 29 pessoas e apreendido droga, tochas incendiárias e soqueiras, entre outros objectos proibidos.

fonte policial revelou que a operação, no âmbito de uma investigação a cargo do DIAP de Lisboa, visou líderes e outros membros dos No Name Boys que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais.

No decurso da operação foi apurarado que alguns dos membros daquela claque do Benfica se dedicavam ao tráfico de estupefacientes. Entre os detidos estão os líderes da claque e vários seguidores dos No Name Boys, cujas residências foram alvo de busca. Alguns foram detidos já com mandado de detenção, numa investigação que envolveu escutas telefónicas.

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