“Nós, vítimas, vivemos em terrorismo familiar”

Jovem pintora resistiu à tortura a que foi sujeita, dá a cara e expõe obras como forma de alerta.
Por Henrique Machado|27.11.17
Agredida e perseguida durante e já depois do casamento, vítima de obsessão intensificada quando se separou, em 2015, a jovem pintora Francisca de Magalhães Barros, 27 anos, sentiu ainda muito nova na pele o drama da violência doméstica – que este ano já matou 18 mulheres (dados da UMAR).

Francisca resistiu, denunciou – tem a correr vários processos no Tribunal de Cascais – e dá a cara, agora que está a expor, no Casino Estoril, duas obras que visam alertar para o flagelo. Só ainda não fala do seu caso, "por respeito à Justiça".

CM – Qual é o significado do nome ‘As Mulheres da Revolução’ para estas obras?
Francisca de Magalhães Barros – Deve-se ao facto de ser preciso uma revolução doméstica, não uma simples mudança. Nós, vítimas, lidamos com terrorismo familiar. Tem de existir um colapso do estado familiar atual para uma revolução ao nível penal e da forma de lidar com o fenómeno.

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