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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Novo diretor da PSP defende "investimento crescente" do Governo nas forças de segurança

Barros Correia assinalou que a "segurança é o primeiro fator de liberdade que promove a consolidação democrática" do Estado.

04 de setembro de 2023 às 13:55

O novo diretor nacional da PSP, Barros Correia, alertou esta segunda-feira na sua tomada de posse para a importância de ser feito um "investimento crescente" do Governo nas forças de segurança para o cumprimento da sua missão.

No discurso efetuado na cerimónia realizada no Ministério das Finanças, em Lisboa, Barros Correia declarou o seu compromisso com o programa do Governo e as políticas definidas pelo Ministério da Administração Interna, mas assinalou que a "segurança é o primeiro fator de liberdade que promove a consolidação democrática" do Estado.

"Será determinante o apoio das políticas públicas ao nosso desempenho, alicerçado em objetivos tangíveis e enquadrados numa visão de futuro que nos congregue em prol da segurança pública e dos nossos concidadãos, bem como um orçamento que permita cumprir a nossa missão com excelência. Mas, para atingir a excelência na Polícia de Segurança Pública, terá de existir, de forma sustentada, um investimento crescente nas várias áreas de atividade", afirmou.

Agradecendo o trabalho do antecessor Magina da Silva à frente da direção nacional, Barros Correia, de 58 anos, apelou também à coesão institucional da PSP e à criação de "melhores condições e processos de trabalho" para os polícias, além de elencar as principais áreas a necessitar de investimento para alcançar os objetivos traçados em termos de política criminal.

"Será determinante investir na continuação dos modelos integrados de policiamento, que privilegiem a prevenção da criminalidade, a qualidade do trabalho a desenvolver, a relação com o público, o trabalho em equipa e uma gestão policial por objetivos, que, devidamente coordenados e implementados, possam reduzir as oportunidades de atos criminais e contraordenacionais", acrescentou.

Por sua vez, o novo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), Rui Ribeiro Veloso, de 53 anos, destacou o atual contexto de exigência para as forças de segurança e acentuou a importância de haver "instituições robustas e prestigiadas" para responder aos desafios.

"Assumo o comando da GNR num momento particularmente difícil, em que grandes conquistas da humanidade começam a ser postas em causa. A democracia liberal, a liberdade e a segurança sofrem pressões e ameaças que fomentam a incerteza enquanto corroem a solidariedade e a coesão social", explicou, na sua primeira intervenção no cargo, perante o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Em defesa de uma GNR "mais humana, mais próxima e mais ágil", o primeiro comandante-geral da GNR oriundo da própria Guarda - até agora comandada por oficiais generais do Exército - repudiou ainda qualquer expressão de racismo, xenofobia e discriminação, apelando à empatia como um outro instrumento de ação desta força de segurança.

"Apostaremos em modelos de patrulhamento territorial de maior visibilidade, que aproveitem o elemento tecnológico ou as unidades móveis, promovendo a proximidade e a participação ativa na comunidade, oferecendo-lhe proteção permanente e respostas diferenciadas nas situações mais críticas. Não basta produzir segurança, também é preciso promover o sentimento de segurança dos cidadãos e da sociedade", concluiu.

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