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Correio da Manhã

Portugal
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Número de arguidos no inquérito a mortes nos Comandos sobe para 14

Dois alferes e dois sargentos dos Comandos foram constituídos arguidos.
30 de Março de 2017 às 19:32
Curso de comandos
Comandos
Curso de Comandos
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Dois alferes e dois sargentos dos Comandos foram constituídos arguidos entre terça-feira e hoje no inquérito à morte de dois recrutas, elevando para 14 o número total de arguidos, disseram hoje à Lusa fontes ligadas ao processo.

Segundo adiantou uma das fontes, no início da próxima semana serão constituídos arguidos mais dois cabos que alegadamente "deram pancada" durante a recruta do 127.º curso de Comandos, que decorreu em setembro de 2016, na região de Alcochete, e que ficou marcado pelas mortes dos recrutas Hugo Abreu e Dylan Araújo.

Questionado pelos jornalistas na tarde de hoje à saída do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, o advogado Varela de Matos, acompanhado de um dos dois sargentos agora constituídos arguidos, explicou que representa os dois instrutores do 127.º curso de Comandos e que os mesmos "foram constituídos arguidos esta semana".

Na segunda-feira, o comandante da Companhia de formação de Comandos, Rui Monteiro, remeteu-se ao silêncio ao ser interrogado pelo Ministério Público (MP) no âmbito deste inquérito.

Na ocasião, este capitão tornou-se no décimo arguido do processo indiciado pelo crime de abuso de autoridade por ofensas à integridade física.

O MP entende que o Comandante da Companhia de formação do Regimento de Comandos tinha responsabilidades de "supervisão" do curso e "aparentemente nada terá feito" para evitar o sucedido.

A conclusão do inquérito deverá ocorrer até às férias judiciais de Verão, tencionando o MP inquirir os assistentes, designadamente os pais de Hugo Abreu, que vivem em

Dois militares morreram na sequência do treino do 127.º curso de Comandos e vários outros receberam assistência hospitalar.

Para o MP, os militares/arguidos tinham conhecimento que com as elevadas temperaturas que se faziam sentir e a privação de água, os instruendos não estavam em condições físicas e psíquicas de prosseguir a instrução.

O MP entende ainda que a atuação dos arguidos revela um manifesto "desprezo pelas consequências gravosas que provocam nas vítimas".
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