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Correio da Manhã

Portugal
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“O sortudo vai ficar caladinho”

"Quem foi o sortudo?", foi a pergunta que ontem mais se fez à porta da Cervejaria Imperial, em Vila Pouca, Santa Comba Dão, local onde foi registado o boletim do Euromilhões que rendeu ao apostador 35 milhões de euros – o maior prémio que alguma vez saiu no distrito de Viseu.
27 de Novembro de 2011 às 01:00
Maria de Lurdes e Idalécio Gomes, donos da Cervejaria Imperial
Maria de Lurdes e Idalécio Gomes, donos da Cervejaria Imperial FOTO: Nuno André Ferreira

"O sortudo vai ficar caladinho", diz Idalécio Gomes, de 64 anos, proprietário da cervejaria, que soube da notícia através da mulher. "Às 10h00 ligaram da Santa Casa da Misericórdia a informar que o boletim tinha sido registado aqui. O coração bateu muito depressa e comecei a chorar de tanta emoção", desabafou ao CM Maria de Lurdes Gomes, dona do estabelecimento. "Até agora, o maior prémio que registámos foi de 12 mil euros", diz Idalécio.

A Cervejaria Imperial fica na berma da EN1 e diariamente serve refeições a dezenas de camionistas, distribuidores e operários da construção civil. Isso significa que o novo euromilionário português pode não ser natural da aldeia ou da região. O boletim foi registado na sexta--feira à tarde, por um jogador que apostou 10 euros.

Em Vila Pouca residem 300 pessoas que ontem tentaram ‘encontrar’ o milionário. "Se a pessoa fosse daqui já se sabia, porque não conseguia esconder", disse José Pereira, que aposta na cervejaria, mas ganha "poucos euros". "Só espero que tenha saído a um pobre", desabafa Judite Ferreira.

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