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Correio da Manhã

Portugal

Obras em 1050 escolas

Cerca de 1050 das 1400 escolas do 2.º e 3.º ciclos e secundárias necessitam de obras de recuperação e modernização. As autarquias poderão ser chamadas a realizar as intervenções no parque escolar que é tutelado pelo Ministério da Educação (ME).
14 de Março de 2007 às 00:00
No final deste ano lectivo devem encerrar mais 900 escolas
No final deste ano lectivo devem encerrar mais 900 escolas FOTO: Raul Cardoso
Os dados foram avançados ontem pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que reuniu em Castelo Branco com 50 autarcas, presidentes de conselhos executivos e elementos da comunidade escolar. A governante defendeu a transferência de competências para as autarquias em matérias como a acção social (transportes, manuais escolares ou refeições), pessoal não docente ou modernização do parque escolar.
As autarquias, disse, “podem avançar para apoiar o ME e as escolas na renovação do parque das escolas básicas”. Para a ministra, “vale mais repartir as responsabilidades e os recursos financeiros a autarquias e escolas. Seguramente farão melhor o desafio de modernizar e renovar este parque escolar”. Recorde-se que para a modernização do parque escolar do secundário o ME criou uma empresa pública, a Parque Escolar EPE, que terá mil milhões de euros para obras nas 400 escolas com ensino secundário, até 2016. Aliás, a criação da Parque Escolar EPE é um dos temas que levam hoje a ministra à Comissão Parlamentar de Educação – os deputados querem ainda explicações sobre as repetições dos exames de Química e a alteração do regime jurídico da habilitação para a docência no pré-escolar e no ensino básico.
MODERNIZAÇÃO
Em Castelo Branco, a ministra voltou a defender a necessidade de encerramento no final deste ano lectivo de 900 escolas do 1.º ciclo. “Se o conseguirmos fazer, o País tem resolvido este problema das escolas de reduzida dimensão e das escolas abandonadas.” O encerramento das escolas primárias permitirá avançar para a modernização do parque escolar. “Se encerrarem, temos menos essa dor de cabeça e enfrentamos o futuro com outra disposição. Então o País está em condições de enfrentar o desafio da construção dos centros escolares, da modernização das escolas.” No concelho de Castelo Branco devem encerrar no próximo ano três das 31 escolas primárias. Um facto desvalorizado pelo autarca socialista Joaquim Morão. “É um assunto que tem de ser desdramatizado”, afirmou, indicando que existem três centros educativos “perfeitamente definidos” – Castelo Branco, Alcais e São Vicente da Beira – para onde serão transferidos os alunos das escolas que encerram.
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