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Correio da Manhã

Portugal
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Obras em refeitório acabam com contentor

Os alunos da nova Escola EB1 de Armação de Pêra (concelho de Silves) passam, a partir do próximo ano lectivo, a almoçar no estabelecimento de ensino vizinho, a EB 2, 3 António Contreiras, cujo refeitório sofrerá obras de alargamento.
9 de Fevereiro de 2008 às 00:30
Actualmente as refeições são servidas por uma empresa da zona de Lisboa, a Eurest, que utiliza um contentor instalado junto à escola para acondicionar as refeições e dar-lhes o preparo final, situação que se prolongará até ao final do ano lectivo em curso.
“Numa reunião em que estiveram presentes responsáveis da Câmara de Silves, da Direcção Regional de Educação e do Conselho Executivo do agrupamento escolar, foi decidido avançar com as obras de alargamento da cantina da Escola António Contreiras, de forma a que os alunos da EB1, situada ao lado, possam ali tomar as suas refeições”, refere o vereador Rogério Pinto.
A medida foi comunicada aos pais dos alunos na noite da última quinta-feira. “Trata-se de uma resposta positiva a uma das nossas pretensões e ficámos mais descansados”, diz Paulo Vieira, presidente da Associação de Pais.
Na reunião da noite de quinta-feira estiveram presentes responsáveis da empresa que fornece a alimentação, explicando todo o procedimento, desde a confecção das refeições até à apresentação na mesa.
A subdelegada de Saúde do concelho de Silves (e coordenadora de saúde escolar), Lisete Romão, que também participou no encontro, considera “importante” que o contentor, colocado fora dos muros da escola, “passe para o seu interior”, mas a questão será discutida numa conversa com responsáveis da Câmara Municipal de Silves, a ter lugar nos próximos dias.
“Creio que haveria maior segurança e as condições melhorariam”, diz Lisete Romão. “Na localização actual, o contentor está sujeito a um risco acrescido.”
O projecto para a ampliação do refeitório será feito “muito em breve”, segundo Rogério Pinto, de forma a que as obras comecem no final do ano lectivo e estejam prontas em Setembro.
COMIDA VAI TER GOSTO MAIS APALADADO
A empresa que fornece as refeições garante a qualidade dos produtos mas os alunos queixam-se da “falta de sabor” da comida, conforme relato dos pais. “As ementas respeitam os padrões adequados mas estão longe de corresponder aos hábitos alimentares das crianças e muitas acabam por não comer o que lhes é apresentado à mesa, com as graves consequências daí resultantes”, refere Lisete Romão, subdelegada de Saúde. Nesse sentido, e em concordância com a empresa e a Associação de Pais, as ementas sofrerão em breve alguns reajustes. “Os alimentos são confeccionados sem sal e sem outros ingredientes que lhes dão algum paladar. Tentaremos encontrar uma solução intermédia que respeite os padrões de qualidade e de saúde e também os hábitos alimentares”, diz Paulo Vieira.
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