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Correio da Manhã

Portugal
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Obrigados a apresentações periódicas

Os dois homens que ontem foram detidos pela GNR após uma perseguição que resultou na morte de uma criança de 13 anos, depois de alegadamente terem assaltado um estaleiro de materiais de construção em Santo Antão do Tojal, Loures, foram ouvidos esta terça-feira no Tribunal local.
12 de Agosto de 2008 às 16:22
A família em choque junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa
A família em choque junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa FOTO: Sérgio Lemos

Segundo informação avançada pelo seu advogado ao início da tarde, após terem sido ouvidos pelo juiz, os dois homens ficaram obrigados a apresentarem-se periodicamente às autoridades, sendo que o pai da criança que morreu deverá fazê-lo todas as semanas e o tio quinzenalmente.

Na sequência do assalto e da perseguição policial que se seguiu, após a fuga dos dois homens numa carrinha Ford Transit, uma criança de 13 anos acabou por ser baleada mortalmente por um militar da GNR. O Ministério da Administração Interna já ordenou a instauração de um processo à Inspecção-Geral da Administração Interna para averiguar o incidente.

Entretanto, o militar da GNR que efectuou cinco disparos durante a perseguição à carrinha encontra-se de baixa 'por incapacidade física', após ter sido observado ontem à noite no hospital de Santa  Maria, em Lisboa, revelou uma fonte do comando da Guarda.  

Durante a perseguição, o militar ficou ligeiramente ferido quando tentou escapar a uma tentativa  de atropelamento dos alegados assaltantes, que tentaram fugir após a ordem da GNR para pararem a carrinha em que seguiram. De acordo com a mesma fonte, emocionalmente, o militar também 'não se encontra nas melhores condições'.  

 

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